
Novos documentos revelam que a Pfizer omitiu informações sobre a distribuição do mRNA de sua vacina contra COVID-19 em relatórios enviados à FDA. Pesquisadores canadenses compararam esses relatórios com documentos enviados ao Japão e descobriram que imagens de testes em camundongos foram editadas, ocultando a disseminação do mRNA para órgãos como rins e glândulas suprarrenais. Especialistas apontam que isso levanta dúvidas sobre a transparência e a integridade do processo regulatório durante a pandemia.
Além da Pfizer, a Moderna também conduziu testes em animais que mostraram presença de mRNA e proteína spike em diferentes órgãos, incluindo fígado, baço, coração e tecido cerebral. Estudos em humanos indicam que essas moléculas podem persistir por semanas ou até meses em várias partes do corpo, incluindo linfonodos, sangue e cérebro, contrastando com as afirmações iniciais das autoridades de saúde sobre rápida eliminação do material.
Preocupações adicionais surgem em relação a gestantes: testes em camundongos indicam que o mRNA pode atravessar a placenta e atingir o feto, embora efeitos clínicos aparentes não tenham sido detectados. Especialistas defendem uma reavaliação cuidadosa da vacinação em grupos vulneráveis, considerando a persistência prolongada do mRNA e da proteína spike.
Diante de novos dados, o CDC e a FDA ajustaram recomendações, restringindo a vacinação de certos grupos, como crianças saudáveis e gestantes, e enfatizando que consultas médicas prévias são essenciais. Pesquisadores continuam a monitorar a biodistribuição e os efeitos de longo prazo das vacinas de mRNA para fornecer orientações mais seguras à população.
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