
O Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi entregue à líder da oposição venezuelana María Corina Machado, reconhecida por sua luta pacífica pela democracia e pelos direitos humanos na Venezuela. O anúncio, celebrado em diversas capitais do mundo, expôs um contraste no Brasil: o silêncio do governo Lula e de lideranças da esquerda diante da homenagem internacional.
Até o momento, nenhum representante do Palácio do Planalto ou do Partido dos Trabalhadores comentou publicamente a premiação. O silêncio foi notado por analistas políticos e por parlamentares da oposição, que interpretaram a postura como um incômodo com a crítica implícita ao regime de Nicolás Maduro, aliado histórico do governo brasileiro.
Nas redes sociais, senadores e deputados criticaram a falta de reconhecimento. “Quando a coragem e a democracia são premiadas, o governo se cala”, escreveu um parlamentar da oposição. Já comentaristas internacionais destacaram que o Nobel a Machado simboliza “um freio moral ao autoritarismo latino-americano” e que o Brasil, por sua relevância regional, deveria ter se posicionado.
María Corina, impedida de disputar eleições e alvo de perseguição política, tornou-se o principal símbolo da resistência pacífica ao chavismo. Ao agradecer o prêmio, ela disse esperar que “o mundo continue olhando para a Venezuela e para os milhões que ainda lutam por liberdade”. Enquanto isso, no Brasil, o silêncio oficial ecoa mais alto do que qualquer discurso.
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