
O câncer de orofaringe, que atinge a região das amígdalas e a parte posterior da garganta, vem crescendo de forma preocupante nas últimas duas décadas. Especialistas já o classificam como uma verdadeira epidemia em países ocidentais. O principal fator de risco é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido em grande parte pela prática do sexo oral.
Dados de pesquisas internacionais apontam que pessoas com seis ou mais parceiros de sexo oral ao longo da vida têm 8,5 vezes mais chances de desenvolver esse tipo de câncer. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, o câncer de orofaringe já é mais comum que o câncer de colo do útero. Na Espanha, são cerca de 8 mil novos diagnósticos por ano. E na América Latina, estima-se um aumento de 17,2% nas mortes por câncer oral até 2030.
Apesar disso, nem todos que contraem HPV desenvolvem a doença. A maioria das pessoas consegue eliminar o vírus naturalmente, mas em alguns casos ele permanece no organismo, altera o DNA das células e pode levar ao surgimento do câncer. A vacinação contra o HPV, antes voltada apenas para meninas, hoje já é recomendada também para meninos em países como Reino Unido, Austrália e EUA, justamente para conter a transmissão e proteger a população de forma mais ampla.
O desafio, no entanto, é a baixa adesão à vacina em alguns países. Nos EUA, por exemplo, apenas 54,3% das adolescentes receberam todas as doses recomendadas em 2020. A resistência à vacinação, seja por desinformação ou preconceito, ainda impede avanços maiores. Especialistas reforçam que a imunização é uma das ferramentas mais eficazes para frear o avanço do câncer de orofaringe e proteger futuras gerações.
Instituto Butantan Ministério da Saúde suspende vacina da dengue após investigação de duas mortes e casos graves
REGRAS MP orienta limites para divulgação de ações policiais nas redes no Piauí
CONTAMINAÇÃO Anvisa determina retirada de lote da água Crystal após suspeita de contaminação Mín. 23° Máx. 32°