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No Japão, quase 40.000 mortes solitárias foram registradas em 2024, com 130 corpos encontrados um ano depois

Esses dados serão apresentados a um grupo governamental encarregado de investigar as mortes sem assistência, conforme divulgado pela rede de TV pública japonesa NHK

02/09/2024 às 10h38
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Dados recentes da Agência Nacional de Polícia do Japão revelam que 37.227 pessoas morreram sozinhas em suas casas entre janeiro e junho de 2024. O Japão, que atualmente possui a população mais idosa do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), vê a solidão como um grave problema entre os idosos. Dos casos registrados, 76,1% (28.330) são de pessoas com 65 anos ou mais, com destaque para 7.498 mortes de pessoas com 85 anos ou mais.

O levantamento também mostra que 39,7% dessas pessoas foram encontradas em até um dia após a morte. No entanto, 10% dos casos — cerca de 3.939 pessoas — só foram descobertos mais de um mês depois, enquanto 130 corpos passaram despercebidos por um ano antes de serem localizados.

Esses dados serão apresentados a um grupo governamental encarregado de investigar as mortes sem assistência, conforme divulgado pela rede de TV pública japonesa NHK. O grupo busca soluções para enfrentar a crescente crise de isolamento entre a população, especialmente entre os idosos.

Um caso recente em Hyogo, na região de Kansai, ilustra a gravidade da situação. Um filho descobriu que a mãe, dada como desaparecida por mais de 10 anos, estava morta dentro de casa. Ele só encontrou o corpo após contratar uma empresa de limpeza para preparar a residência para venda.

O problema não é recente. O Instituto Nacional Japonês de Pesquisa Populacional e Previdência Social já havia alertado que, até 2050, o número de idosos vivendo sozinhos deve chegar a 10,8 milhões. Em resposta, o governo japonês apresentou, em abril deste ano, um projeto de lei para combater a solidão e o isolamento social, agravados pelo envelhecimento da população.

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