
O mercado de trabalho brasileiro passa por mudanças importantes. Nos últimos anos, a renda dos trabalhadores informais e autônomos tem crescido mais rápido que a dos empregados com carteira assinada. Enquanto os celetistas registraram alta de 2,3% em 2025, os autônomos tiveram aumento de 5,6% e os informais, de 6,8% — alcançando o maior nível desde 2012, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A diferença de ganhos entre CLT e informais vem diminuindo. No segundo trimestre de 2021, o salário médio dos empregados com carteira era 25% maior que o dos autônomos. Agora, essa distância caiu para apenas 7,3%. Hoje, a renda média é de R$ 3.171 para celetistas, R$ 2.955 para autônomos e R$ 2.213 para informais. O avanço reflete o crescimento de plataformas digitais, como Uber e iFood, e o aumento do número de Microempreendedores Individuais (MEI).
A trajetória de Luana Aguiar Ribeiro, de 30 anos, mostra como esse movimento ocorre na prática. Após anos em empregos formais no comércio, ela pediu demissão em 2025 e passou a atuar como autônoma na marcenaria e também como diarista. O resultado foi um salto de 50% na renda, mesmo sem a carteira assinada. Para ela, a flexibilidade e a possibilidade de combinar diferentes ocupações compensaram a mudança.
Apesar do ganho, especialistas alertam que a tendência ainda é recente e pode trazer desafios futuros. O ex-secretário de Previdência, Leonardo Rolim, aponta que a contribuição de 5% do MEI não cobre os custos da aposent
BRASIL Brasil - A engrenagem da escassez: como o poder se alimenta da miséria
NEM TODOS ESTÃO? Cuidando do que importa?
SELEÇÃO Seleção do IBGE segue com inscrições abertas até 9 de julho no Piauí Mín. 20° Máx. 38°