
O caso da vice-prefeita e secretária de Saúde de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, 42, ainda repercute no município do interior paulista. A política foi afastada, liminarmente, de ambos os cargos após denúncia do Ministério Público que aponta o uso de recursos públicos para financiar um “casamento espiritual”.
Segundo a denúncia, Juliana teria repassado R$ 41,2 mil para uma mãe de santo conhecida como Mentora Samantha, por meio de uma empresa contratada pela prefeitura. A finalidade, de acordo com o MP, era realizar uma “amarração” com o coordenador municipal de saúde, com quem supostamente mantinha um relacionamento extraconjugal, na tentativa de afastá-lo da atual companheira.
O coordenador de saúde, alvo do mesmo esquema, também foi afastado. Além deles, respondem na esfera cível o proprietário da empresa, a própria empresa e a Prefeitura de Ribeira. No âmbito criminal, as suspeitas incluem associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e peculato.
Enquanto perdura o afastamento, ambos estão proibidos de entrar nas dependências da prefeitura ou manter contato com testemunhas. Até a publicação desta reportagem, a Folha não conseguiu contato com as defesas dos envolvidos.
O episódio levanta questionamentos sobre ética na administração pública, uso de dinheiro público para fins pessoais e o impacto de relações extraconjugais na gestão municipal.
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