
O jornalista Augusto Nunes, em sua coluna na Revista Oeste, assina um texto que serve como alerta e diagnóstico da crise que assola o Brasil nos campos político, social e econômico. Com clareza e autenticidade, Nunes denuncia o que ele chama de ditadura do Judiciário, uma forma de governo bizarra e desastrosa, capaz de subjugar instituições e a própria população.
Segundo o colunista, o Supremo Tribunal Federal se transformou em um quartel-general de bacharéis em Direito, indicados por chefes do Executivo e aprovados pelo Legislativo, mas que, ao vestirem a toga, passam a exercer poderes que extrapolam a lei. Entre eles, destaca-se Alexandre de Moraes, cujo comportamento, segundo Nunes, se pauta por códigos legais inventados na própria cabeça, convertendo o país em um “xilindró” jurídico.
O texto alerta para o descompasso entre decisões judiciais e realidade social. Moraes, por exemplo, segundo Nunes, concentra em sua Vara Criminal inúmeros inquéritos e processos, afetando cidadãos comuns — da moça do batom ao mendigo autista — com prisões, tornozeleiras eletrônicas e cerceamento do direito de ir e vir. A crítica é que a lei passou a servir à conveniência de alguns ministros, e não à Justiça ou à sociedade.
Nunes também evidencia que o Supremo, antes comparado a um arquipélago de 11 ilhas sem comunicação, agora exibe sessões em TV Justiça que confirmam a fragmentação e o descompasso interno. Debates públicos se transformam em bate-bocas, com insultos velados sob formalidades cerimoniosas, mostrando a decadência ética e institucional da corte.
A lição central do texto é clara: o Brasil só voltará à normalidade quando o Supremo voltar a respeitar a lei, e não se colocar acima dela. A crise não é apenas política, mas estrutural, afetando a confiança da população na Justiça e no equilíbrio entre os poderes.
Para Nunes, é preciso amplificar essa denúncia. A sociedade deve estar atenta às arbitrariedades, cobrando transparência e coerência nas decisões do Judiciário. A mobilização não se limita a protestos nas ruas, mas passa pelo debate público, pelo engajamento político e pelo fortalecimento de mecanismos de fiscalização e controle das instituições.
Inserir-se nesse movimento exige consciência cívica e ação informada. Participar de debates, compartilhar análises confiáveis, apoiar medidas de reforma institucional e accountability judicial e acompanhar com atenção processos de relevância nacional são formas concretas de resistência à ditadura da toga.
O texto de Augusto Nunes é um chamado à ação: não há democracia sólida enquanto a lei for interpretada arbitrariamente por poucos, enquanto cidadãos comuns tiverem seus direitos cerceados por decisões que ignoram o Estado de Direito. O alerta é grave, e a responsabilidade de reagir é de todos.
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