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Barroso admite erro ao falar em “derrotar o bolsonarismo” e pede desculpas; veja vídeo

Presidente do STF classificou frase como “infeliz” e afirmou que nunca quis ofender milhões de eleitores de Bolsonaro

23/09/2025 às 13h08 Atualizada em 24/09/2025 às 17h18
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, reconheceu na noite da última segunda-feira (23), em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi “infeliz” ao afirmar, em 2022, que a sociedade havia “derrotado o bolsonarismo”. O ministro disse que a frase passou uma mensagem equivocada e que o correto seria ter se referido ao extremismo político.

Mas a fala não abre espaço para questionamentos? Por que um ministro da mais alta Corte do país se colocou de maneira tão política em um evento público? Não seria isso um sinal de parcialidade? Afinal, a função do STF é aplicar a Constituição e manter a imparcialidade, e não demonstrar preferências ou rejeições a correntes ideológicas.

Barroso explicou que o comentário aconteceu durante um congresso da UNE, em meio a gritos da plateia. Para conseguir falar, acabou elevando o tom e disse: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. Ele reconheceu que a fala soou como se fosse uma posição institucional do Supremo e pediu desculpas. Ainda assim, a dúvida permanece: será que um simples pedido de desculpas é suficiente para apagar a percepção de que o STF tem lado?

Na mesma entrevista, o ministro comentou a discussão sobre anistia e redução de penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Defendeu que, caso o Congresso aprove uma lei para não acumular crimes semelhantes, a medida deve ser aplicada de imediato. “Isso é diferente de anistia. Diminuir pena por tecnicalidade não significa perdoar crimes”, disse. Mas até que ponto essa interpretação jurídica não reflete também visões políticas? O Supremo deve ser o guardião da Constituição ou um ator dentro do embate político nacional?

Por fim, Barroso destacou que a anistia antes do julgamento de Bolsonaro seria “absolutamente inaceitável”, mas depois da decisão judicial o tema passa a ser competência do Congresso. Ele reforçou que qualquer lei aprovada poderá ser analisada pelo STF. A indagação, no entanto, continua no ar: quando ministros se pronunciam de forma tão política, não enfraquecem a própria credibilidade da instituição que juraram defender?

Confira o vídeo:

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