Segunda, 13 de Julho de 2026
21°

Tempo limpo

Teresina, PI

Brasil CACHOEIRA

Saiba quem era a piauiense que morreu após cair de penhasco em SC

Vládia Medeiros, de 44 anos, aguardou horas por socorro em área de difícil acesso e não resistiu aos graves ferimentos

18/09/2025 às 06h00
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
A piauiense Vládia Medeiros não resistiu à queda da ribanceira de 20 metros - Foto: Reprodução
A piauiense Vládia Medeiros não resistiu à queda da ribanceira de 20 metros - Foto: Reprodução

A tragédia que abalou familiares e amigos da piauiense Vládia Medeiros, de 44 anos, revela não apenas o drama pessoal de uma queda brutal em uma cachoeira de Blumenau (SC), mas também a angústia causada pela espera prolongada por socorro em uma área de difícil acesso.

O acidente ocorreu na manhã do último dia 10 de setembro, quando Vládia caiu de uma ribanceira de cerca de 20 metros de altura. A vítima permaneceu por horas à beira da morte, sozinha, até que seus gritos foram ouvidos por alguém que passava próximo ao local e acionou os bombeiros.

Quando os socorristas chegaram, encontraram a piauiense consciente, mas desorientada, entre pedras e águas geladas. Os relatos dos bombeiros descrevem uma cena dramática: suspeita de fratura exposta em uma das pernas, lesões graves na cabeça, escoriações generalizadas, hipotermia e indícios de traumatismo craniano.

O resgate exigiu técnicas de salvamento em altura e uso de equipamentos específicos. A equipe desceu cerca de 40 metros pela ribanceira até conseguir estabilizar a vítima em uma maca rígida e retirá-la do local. Ela foi encaminhada ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau.

Durante seis dias de luta pela vida, Vládia recebeu cuidados intensivos, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, falecendo na noite de 16 de setembro.

Natural do Piauí, Vládia era irmã da professora Rivanda Marta Araújo de Medeiros, do Instituto Federal do Piauí (IFPI) – Campus Teresina/Sul. A instituição divulgou nota oficial de pesar, lamentando profundamente a perda e prestando solidariedade à família.

O caso reacende o debate sobre os riscos em áreas turísticas sem infraestrutura adequada de segurança e a vulnerabilidade de pessoas que enfrentam acidentes em locais isolados, onde o tempo de espera pelo resgate pode ser fatal.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários