
A Rússia voltou a endurecer o tom contra a União Europeia nesta segunda-feira (15). O ex-presidente Dmitry Medvedev afirmou que Moscou “perseguirá até o fim do século” os países que tentarem usar ativos russos congelados para financiar a defesa da Ucrânia. A declaração veio após informações de que a Comissão Europeia avalia utilizar bilhões de dólares bloqueados desde o início da guerra para ajudar Kiev.
Desde 2022, quando Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia, Estados Unidos e aliados bloquearam entre US$ 300 e US$ 350 bilhões em ativos russos, principalmente títulos governamentais. Agora, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, busca uma forma de direcionar parte desses valores para a reconstrução e defesa da Ucrânia.
Moscou, no entanto, considera a medida um “roubo” e ameaça processar Estados europeus em todos os tribunais possíveis, além de adotar medidas extrajudiciais. Para o governo russo, qualquer tentativa de confiscar seus bens enfraquecerá a confiança internacional em moedas e títulos ocidentais.
Enquanto isso, a guerra segue sem sinais de trégua. A Rússia ainda ocupa cerca de 20% do território ucraniano e mantém ataques aéreos constantes, enquanto Kiev intensifica investidas dentro do território russo. Milhares de civis e soldados já morreram, e os Estados Unidos estimam que mais de 1,2 milhão de pessoas foram mortas ou feridas desde o início do conflito.
TODOS À ESPREITA? Hegemônica ou dividida?
DOIS PESOS... Gonet se antecipa à defesa de Lulinha e pede primeira instância, proteção que não deu aos acusados do 8 de Janeiro
DENÚNCIA NA EUROPA Cerco a Lulinha se amplia e denúncia chega ao Ministério Público da Espanha Mín. 24° Máx. 39°