
As ações da Pfizer e da Moderna registraram forte queda na última sexta-feira (12) após a divulgação de informações sobre um relatório do governo Trump. O documento preliminar sugere uma ligação entre vacinas contra a Covid-19 e a morte de 25 crianças nos Estados Unidos. A notícia, antecipada pelo Washington Post, deve ser discutida em breve por um painel consultivo do CDC, responsável por revisar dados de imunização e recomendar políticas públicas de vacinação.
A incerteza em torno do tema impactou imediatamente o mercado: os papéis da Pfizer caíram mais de 3%, enquanto os da Moderna recuaram mais de 7%. A Novavax, que também atua no setor, perdeu mais de 4%. Apesar da repercussão, autoridades de saúde americanas reforçaram que ainda não há evidências conclusivas que comprovem relação direta entre as vacinas e mortes pediátricas, e classificaram as informações como especulação até que os dados sejam oficialmente divulgados.
Em resposta, a Moderna afirmou que sua vacina é monitorada por reguladores de mais de 90 países e que não foram identificados riscos novos em crianças ou gestantes. Diversos estudos internacionais também reforçam que as vacinas de mRNA são seguras e eficazes, com efeitos adversos graves ocorrendo apenas em casos raros, como episódios de miocardite em jovens do sexo masculino. A Pfizer não se manifestou até o fechamento da reportagem.
O relatório surge em meio a mudanças na política de vacinação do governo Trump, conduzidas pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que já suspendeu a recomendação de vacinas contra a Covid-19 para crianças saudáveis e gestantes. A FDA informou que conduz uma investigação detalhada e deve apresentar conclusões nas próximas semanas. Até lá, especialistas destacam que os benefícios da imunização continuam superando os riscos, especialmente em populações vulneráveis.
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