
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino gerou repercussão internacional ao mencionar a morte do ativista norte-americano Charlie Kirk durante julgamento de ex-ministros e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusados de tentativa de golpe de Estado. Dino usou o episódio para reforçar que perdão e anistia nem sempre trazem pacificação social.
A fala de Dino também irritou autoridades do governo dos Estados Unidos. Segundo a CNN Brasil, uma das respostas do Departamento de Estado ao comentário traduzido foi: “he’s crazy” (“ele é louco”). Charlie Kirk era figura central no movimento MAGA (Make America Great Again) e mantinha ligação próxima com o ex-presidente Donald Trump, o que tornou a declaração do ministro ainda mais sensível no cenário político internacional.
Durante a sessão, Dino destacou que o assassinato de Kirk, morto a tiros enquanto fazia uma palestra na Universidade de Orem, Utah, demonstra que a ideia de que anistia equivale à paz é equivocada. “Às vezes, a paz se obtém pelo funcionamento adequado das instâncias repressivas do Estado”, disse o ministro, respondendo à abertura do voto da ministra Cármen Lúcia. Ele também citou o perdão concedido por Trump a cerca de 1.500 participantes da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, reforçando que a medida não trouxe pacificação nos EUA.
No Brasil, a declaração de Dino provocou críticas de políticos como o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que classificou a fala como “suja e desumana”. O episódio ocorre enquanto deputados e senadores articulam uma possível anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, comparados internacionalmente à invasão do Capitólio.
Qual será a reação de Trump a Dino e aos outros ministros do STF? Vamos aguardar para ver.
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