
Horror em Porto Alegre: publicitário esquarteja namorada e deixa pistas para chocar o país
O caso que abalou Porto Alegre revela a frieza e o cálculo do publicitário Ricardo Jardim, de 65 anos, preso preventivamente acusado de matar e esquartejar sua namorada, de cerca de 50 anos. Para os investigadores, o crime não se limitou à morte da vítima: o suspeito planejou o feminicídio de forma meticulosa e buscou provocar impacto público, desafiando as autoridades e chocando a sociedade.
Segundo a Polícia Civil, Jardim não apenas matou a companheira, mas escolheu locais estratégicos para descartar partes do corpo, deixando pistas falsas e criando uma narrativa confusa para manipular a investigação. Os braços e as pernas foram encontrados em sacolas de lixo na Zona Leste, enquanto o tronco foi abandonado em uma mala no Terminal Rodoviário de Porto Alegre, uma área movimentada e monitorada por câmeras.
O delegado Mário Souza descreveu o suspeito como “um homem frio, educado e de inteligência acima da média”. Apesar de tomar precauções para não ser identificado — usando máscara, luvas, óculos e boné — Jardim se expôs deliberadamente, demonstrando um comportamento que os investigadores interpretam como desejo de aparecer e controlar a apuração.
As investigações apontam que o crime foi executado em etapas, com precisão técnica no esquartejamento, indicando conhecimento especializado em cortes. Essa organização e frieza sugerem um grau elevado de periculosidade, levando a polícia a considerar que Jardim tem alta capacidade de repetir crimes desse tipo.
A vítima, cuja identidade não foi divulgada, era companheira do publicitário. Exames de DNA confirmaram que os restos encontrados em diferentes locais pertenciam à mesma mulher. O crânio ainda não foi localizado, e há suspeitas de que o acusado poderia ter planejado um terceiro ato para causar ainda mais repercussão.
Além de descartar o corpo, Ricardo Jardim teria criado pistas falsas dentro da mala e feito denúncias forjadas, com o objetivo de confundir os investigadores. “Parecia que queria controlar os atos do Estado, ditar os rumos da investigação”, afirmou o delegado Souza, destacando o caráter calculista e manipulador do suspeito.
O caso também chocou pelo contraste entre a imagem pública do acusado e a brutalidade do crime. Em março deste ano, ele havia sido homenageado pela Câmara Municipal de Nilópolis (RJ) por seu trabalho como publicitário, revelando como sua vida profissional e social escondia a violência que se desencadearia.
A Polícia Civil continua as investigações para apurar se houve participação de terceiros no crime e se o acusado tinha planos adicionais. Enquanto isso, o caso serve como um alerta sobre a frieza e a premeditação em crimes de feminicídio, evidenciando a necessidade de mecanismos mais eficazes de prevenção e proteção às mulheres.
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