
Somos humanos, somos falíveis. Temos alma, sentimentos, culpas, remorsos, alegrias e tristezas. Temos inteligência. Somos forjados para vencer e para vencer é necessário conhecimento. Muitos se destacam pela inteligência apurada, pela capacidade de realizar. Outros tantos utilizam a mesma inteligência para fins menos nobres.
Em qualquer atividade há os que se dedicam com vocação e os que apenas sobrevivem. Na atividade política, infelizmente, o grupo que se utiliza da inteligência para manipular se sobressai. Muitos — senão a maioria daqueles que exercem mandatos populares tem como pré-requisito básico a mentira e a enganação para alcançar êxito.
Em países desenvolvidos, um político flagrado mentindo é imediatamente banido da vida pública, e muitas vezes ainda recebe longas temporadas de férias no xilindró. Já no Brasil, a mentira virou instrumento, padrão, método. Nos parlamentos estaduais e, sobretudo, no Congresso Nacional, a enganação deixou de ser exceção para se tornar regra.
Não se forja uma nação sólida sobre o alicerce da mentira. E o pior: há a mentira “doce”, que conforta o eleitor desinformado, e há a mentira deslavada, escancarada, dita por aqueles que preferem apostar no cinismo e colher votos de quem acredita em qualquer promessa como moeda de sobrevivência.
O efeito mais devastador dessa lógica é quando a mentira atinge o futuro: a juventude. Nas faculdades, especialmente as nordestinas, vemos uma geração sendo cooptada para repetir e defender, quase como dogma, as falsas promessas do socialismo tupiniquim. Liderados pelo maior mentiroso da história recente, Lula, jovens transformam a ilusão em militância, perpetuando um ciclo que aprisiona mentes e paralisa o país.
E, como se não bastasse o colapso da política tradicional, o Supremo Tribunal Federal — que deveria ser o guardião da Constituição — tornou-se ator central dessa farsa.
Condenações de corruptos foram anuladas em tempo recorde, devolvendo direitos políticos a líderes que transformaram o Brasil em laboratório de corrupção.
Esse comportamento mina a confiança da sociedade e reforça a percepção de que a lei não é igual para todos, mas depende de quem ocupa a cadeira do julgamento.
A diferença é que, agora, o STF entrou nesse jogo pra valer. O tribunal, ao invés de corrigir distorções, passou a reforçá-las. O que deveria ser freio tornou-se motor. O que deveria ser árbitro virou jogador.
O resultado é um país refém de farsantes e instituições desacreditadas.
Nos últimos anos, o STF tem acumulado decisões que ferem de morte a credibilidade da Justiça:
Prisão em 2ª instância: em 2016, o tribunal entendeu que ela era constitucional; em 2019, mudou de ideia, abrindo caminho para que Lula e dezenas de condenados da Lava Jato fossem libertados. A lei não mudou — mudou apenas a “convicção” dos ministros.
Ativismo judicial: o STF passou a legislar, usurpando o papel do Congresso. De criminalização da homofobia à descriminalização do porte de drogas, ministros passaram a criar normas sem qualquer respaldo do voto popular.
Inquérito das Fake News: instaurado de ofício, sem provocação do Ministério Público, com ministros atuando ao mesmo tempo como vítima, investigador, acusador e juiz. Um processo que atropela garantias constitucionais, mas que se sustenta porque convém ao jogo de poder.
Blindagem de aliados: decisões relâmpago anulando condenações e devolvendo direitos políticos a quem já havia sido julgado e condenado em várias instâncias. Lula é o maior exemplo, mas não o único.
Esses episódios mostram que o STF já não é árbitro — é parte interessada. Ele se desmoraliza quando abandona a Constituição para se alinhar a conveniências políticas, rasgando princípios básicos como a separação dos poderes e a imparcialidade judicial. O que deveria ser a última trincheira da democracia virou trincheira de partidos e projetos de poder.
O Brasil já sofre com políticos que fizeram da mentira um método de poder. Vargas se reinventou como “pai dos pobres” após governar como ditador. Lula, o maior símbolo da farsa recente, apresentou-se como a esperança ética e consolidou o maior esquema de corrupção institucionalizada da história nacional.
No Nordeste, a mentira política ganhou sotaque próprio. O Maranhão foi sequestrado por décadas pela oligarquia Sarney, que prometia desenvolvimento enquanto mantinha a miséria como método de controle. E no Piauí, a farsa ganhou contornos ainda mais gritantes: Wellington Dias, que prometeu tirar o estado da pobreza, o transformou em vitrine da dependência federal e do atraso, enquanto sua família e aliados se perpetuam no poder.

Sem esquecer os clãs locais que se revezam em cargos de deputado, senador, governador e ministro, repetindo as mesmas promessas de mudança, mas mantendo a população refém da miséria e da dependência estatal.
A mentira, no Brasil, deixou de ser apenas um recurso: virou projeto de poder. Ela fabrica líderes carismáticos, perpetua dinastias, instrumentaliza tribunais e condena milhões à miséria.
E enquanto a sociedade aceitar farsantes, o Supremo fechar os olhos à Constituição e a juventude for treinada para defender ilusões, o país continuará refém da maior tragédia nacional: acreditar que o engano pode ser caminho para o futuro.
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