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Saúde SAÚDE?

Proteína do sangue jovem pode ser a chave para retardar o envelhecimento

Estudo em ratos revela que suplemento de eNAMPT prolonga vida e melhora saúde, abrindo caminho para pesquisas em humanos

31/08/2025 às 11h02 Atualizada em 01/09/2025 às 08h12
Por: Wagner Albuquerque
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Sangue oferece informações sobre como seu DNA está sofrendo a influência ambiental — Foto: Pexels
Sangue oferece informações sobre como seu DNA está sofrendo a influência ambiental — Foto: Pexels

Pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que a administração da proteína eNAMPT, encontrada em abundância no sangue de camundongos jovens, pode retardar os efeitos do envelhecimento e aumentar a expectativa de vida de ratos mais velhos em até 16%. O estudo, publicado na revista Cell Metabolism, revelou melhorias significativas na saúde geral, como menor perda de visão, menor ganho de peso, melhor mobilidade e funções cognitivas preservadas.

A eNAMPT é essencial para a produção do NAD, molécula que atua como “combustível” do corpo e mantém o hipotálamo — considerado o centro de controle do envelhecimento — funcionando corretamente. Quando os níveis de eNAMPT diminuem, a produção de NAD cai, acelerando o envelhecimento. A equipe administrou a proteína de camundongos jovens em ratos idosos e observou aumento da atividade física, sono de melhor qualidade e até pelos mais grossos e brilhantes, semelhantes aos de camundongos jovens.

Além disso, os pesquisadores notaram que o grupo que recebeu apenas solução salina apresentou vida mais curta, enquanto os camundongos tratados com eNAMPT viveram até cerca de 2,8 anos, em comparação com 2,4 anos do grupo de controle. A equipe também descobriu que os níveis de NAD podem ser aumentados com doses de NMN, molécula produzida pelo eNAMPT, que já está sendo testada em humanos, reforçando o potencial da proteína para intervenções antienvelhecimento.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que ainda não é possível afirmar se a eNAMPT teria o mesmo efeito em humanos. Estudos futuros deverão investigar a correlação entre a proteína e a longevidade, avaliando seu uso como biomarcador do envelhecimento e abrindo caminho para possíveis terapias que prolonguem a vida saudável.

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