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Editorial FAVAS CONTADAS

Lula e Elena Ceaușescu: dois rostos de uma mesma ambição

Assim como Lula, Elena também veio de origens humildes

31/08/2025 às 09h59 Atualizada em 31/08/2025 às 11h59
Por: Redação GH1 Fonte: Arthur Feitosa
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Lula e Elena Ceaușescu: dois rostos de uma mesma ambição

Lula, o retirante nordestino, transformado em “pai da nação”, Doutor Honoris Causa, mesmo sem jamais ter concluído os estudos formais. Semi-analfabeto, soberbo, moldado no discurso messiânico do “único possível”, a salvação fabricada do socialismo tupiniquim. Um homem que, sob a aura da pobreza superada, construiu não apenas um mito político, mas uma caricatura de poder que em muito se assemelha à trajetória de Elena Ceaușescu, a autoproclamada “mãe da pátria romena”.

Assim como Lula, Elena também veio de origens humildes. Nasceu em uma pequena aldeia camponesa da Romênia e, desde cedo, fez da sobrevivência e da esperteza instrumentos de ascensão. Apesar de seu currículo acadêmico pobre, forjou títulos de cientista renomada, tornando-se “Doutora Honoris Causa” em instituições estrangeiras que jamais avaliaram sua produção real. Lula, por sua vez, colecionou honrarias acadêmicas e títulos de prestígio internacional, sempre recebidos como se fossem conquistas de gênio, embora carregasse a marca da escolaridade interrompida e da oratória repetitiva. Ambos souberam usar o populismo e a vitimização como capital político.

O casal Ceaușescu ergueu um império de bajulação, transformando a Romênia em uma corte feudal disfarçada de república socialista. Elena exigia ser tratada como “Acadêmica de Classe Mundial”, posava em palácios, cercada por um séquito de aduladores que fingiam reverência enquanto o povo padecia na miséria, nas filas intermináveis por comida e gás. Lula, ao chegar ao Palácio da Alvorada, repetiu a fórmula: cercou-se de assessores servis, artistas e intelectuais dependentes do dinheiro público, e ergueu sua imagem como a de um monarca popular. Ostentou um Airbus A319 no primeiro mandato, repetindo o gesto em seu retorno ao poder com um Airbus A330, maior e mais luxuoso. Assim como Elena exibia jóias e peles finas enquanto o povo romeno enfrentava racionamentos brutais.
Lula recentemente, ostentou em público um par de tênis que custa quase R$ 8.000,00 - símbolo perfeito do operário que ascendeu para viver como um aristocrata.  Suas viagens são noticiadas como nababescas enquanto o brasileiro enfrenta impostos sufocantes e serviços públicos falidos.

A semelhança se aprofunda na forma como ambos cultivaram a ideia de serem insubstituíveis. Elena era descrita como a “madre-sábia da química mundial” um delírio cuidadosamente mantido pela propaganda do regime. Lula é visto por seus correligionários como o único capaz de liderar o Brasil, como se fosse a encarnação da democracia em carne e osso, um mito forjado acima do bem e do mal. O culto à personalidade é o traço que os torna gêmeos políticos e psicológicos.

O desfecho, contudo, separa as histórias pelo menos até agora. Elena e Nicolae Ceaușescu foram julgados sumariamente e executados diante das câmeras no Natal de 1989, quando o povo romeno, cansado da miséria e da mentira, derrubou a farsa do casal que se acreditava eterno. No Brasil, Lula ainda desfruta da proteção das instituições, da lentidão e da leniencia da Justiça e da manipulação das massas. Mas a crescente impaciência popular, a indignação diante da ostentação e das farsas repetidas, aponta que o paralelo histórico não é apenas coincidência.

Lula e Elena Ceaușescu são duas faces de uma mesma moeda: a do populismo transformado em tirania disfarçada. Ele, o retirante nordestino que nunca trabalhou além da retórica sindical; ela, a camponesa que se fantasiou de cientista. Ambos transformaram a pobreza de origem em um trampolim para justificar o luxo, a arrogância e a mentira. A Romênia pagou com sangue o preço da idolatria a uma falsa mãe da pátria. O Brasil ainda decide se continuará sustentando o “pai da nação” ou se aprenderá com a história que se repete, sempre mais cara e mais cruel.
Lá,  na Romênia, o ciclo terminou com sangue. Aqui, resta a esperança de que as urnas,  mesmo eletrônicas impeçam que a história no futuro seja contada sem repetir essa tragédia.

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