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Silêncio da mídia sobre atiradora trans em escola católica: duas crianças mortas e ódio à direita

Enquanto o massacre choca os EUA, parte da imprensa prefere silenciar sobre a identidade e as motivações da atiradora, expondo o viés ideológico na cobertura

30/08/2025 às 09h13 Atualizada em 31/08/2025 às 11h17
Por: Wagner Albuquerque
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Robin Westman, mulher trans acusada de assassinar crianças e conhecida por seu ódio à direita – Foto: Reprodução
Robin Westman, mulher trans acusada de assassinar crianças e conhecida por seu ódio à direita – Foto: Reprodução

O ataque ocorrido na última quarta-feira (27), em uma escola católica de Minneapolis, no estado de Minnesota (EUA), deixou duas crianças mortas e pelo menos 17 pessoas feridas. A responsável foi identificada como Robin Westman, 23 anos, ex-aluna da instituição, que se declarava transgênero. Armada com um fuzil semiautomático, uma espingarda e uma pistola, ela abriu fogo durante uma missa de retorno às aulas e, em seguida, tirou a própria vida.

De acordo com as investigações, Robin deixou um manifesto com mensagens de ódio a católicos, judeus e políticos conservadores, além de referências a outros massacres. A criminosa também publicou vídeos nas redes sociais exibindo armas, declarações contra Donald Trump e frases perturbadoras como “adoro quando crianças são baleadas”. Apesar da gravidade dos fatos, parte da grande imprensa brasileira, como o jornal O Globo, noticiou o atentado sem mencionar que a autora se identificava como trans.

O silêncio da chamada “mídia tradicional” levanta questionamentos: teria sido esse um crime de ódio contra pessoas religiosas? E até que ponto a omissão de informações essenciais não compromete o direito da sociedade de compreender o perfil real dos criminosos? A cobertura seletiva sugere que, quando o autor da barbárie não corresponde ao estereótipo de “conservador radical”, há um esforço em suavizar a narrativa.

Pai retira seus filhos da escola católica após ataque que deixou duas crianças mortas - Foto: Reprodução

A tragédia também reacende o debate sobre como transtornos psicológicos, discursos de ódio e radicalismos ideológicos são tratados publicamente. Enquanto setores progressistas defendem a normalização de certas pautas, casos como o de Robin mostram que a negligência em reconhecer sinais de desequilíbrio pode resultar em ataques brutais. A questão que fica é: até onde vai a responsabilidade de uma sociedade que prefere moldar fatos à sua ideologia, em vez de encarar a realidade?

 

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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