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Economia VISÃO DE FUTURO

Ceará decola, Piauí continua a ver navios

Um contraste que escancara a letargia secular do Piauí diante da ousadia do vizinho

29/08/2025 às 21h44 Atualizada em 29/08/2025 às 22h12
Por: Douglas Ferreira
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Ceará acaba de anunciar um megainvestimento histórico de R$ 172 bilhões, liderado pela Casa dos Ventos - Foto: Reprodução
Ceará acaba de anunciar um megainvestimento histórico de R$ 172 bilhões, liderado pela Casa dos Ventos - Foto: Reprodução

Há quem diga que o Ceará está à frente do Piauí. Não é exagero, é realidade. E não se trata apenas de estar na frente: o Ceará está anos-luz à frente. Em todos os setores. Na indústria, no comércio, no serviço, no turismo, no agronegócio, na infraestrutura, na energia e principalmente na visão política. Enquanto o Piauí engatinha, o Ceará corre ao lado de gigantes globais. Comparar os dois é quase covardia.

Enquanto o Piauí sonha há mais de cem anos com um porto que nunca não se materializa, o Ceará já opera dois: o Porto de Fortaleza (Mucuripe) e o Porto do Pecém. Não são apenas estruturas físicas, são portas abertas para o mundo, capazes de movimentar riquezas, atrair investimentos e impulsionar indústrias de exportação.

E o contraste não para aí. Enquanto o Piauí segue dependente de esmolas oficiais e programas sociais, o Ceará acaba de anunciar um megainvestimento histórico de R$ 172 bilhões, liderado pela Casa dos Ventos, com dois empreendimentos de escala internacional:

  • A maior planta de amônia verde da América Latina, integrada ao Hub de Hidrogênio Verde, com geração de 8 mil empregos e foco em exportação sustentável;

  • O Data Center Pecém, que será o maior da América Latina, operando com 100% de energia renovável, referência em processamento de dados e pilar de inclusão digital e profissional para milhares de jovens.

Esse investimento equivale a 1,5% do PIB brasileiro e projeta o Ceará como protagonista global da transição energética, com parcerias estratégicas de gigantes europeus e asiáticos, como a TotalEnergies e fundos soberanos da China.

Enquanto isso, no Piauí, seguimos com discursos vazios, ilusões políticas e promessas eleitoreiras. Não temos portos, não temos ferrovias, não temos hidrovias. O que temos? Um Estado sustentado por dependência cruel de programas sociais, incapaz de criar as condições mínimas para atrair investimentos que transformem a vida de seu povo. E haja bolsa família!

E aqui está a verdade incômoda: enquanto o Ceará decola para o mundo, o Piauí viaja na contramão.

  • Cadê os investimentos prometidos pelo governador Rafael Fonteles?

  • Cadê o Porto Piauí?

  • Cadê o Hidrogênio Verde?

  • Cadê a ferrovia?

  • Cadê a hidrovia?

  • Será que o povo piauiense vai se contentar eternamente com discursos de “modernidade” que só entregam atraso?

  • Será que vamos aceitar viver num “museu de grandes novidades”, onde as promessas são recicladas, mas nunca realizadas?

Assim, o Estado não cresce. O povo não evolui. O empresariado estagna. E no final, fica tudo como d’antes na terra de Abrantes. E haja Bolsa Família!

O caso do Ceará não é fruto do acaso. É resultado de visão de longo prazo, coragem política e capacidade de execução. O Estado vizinho entendeu que desenvolvimento não nasce de discursos inflamados, mas de projetos concretos, infraestrutura sólida e abertura para o mundo.

O Piauí, por sua vez, permanece numa letargia secular. Vive de sonhos, de narrativas populistas, de ilusões. Enquanto isso, perde gerações inteiras para a pobreza e a dependência. E haja bolsa família!

A pergunta que ecoa é simples e dolorosa: até quando o Piauí vai se contentar em ver navios que nunca atracam? Até quando ficará deitado em berço esplêndido, esperando que as migalhas do poder central sustentem sua economia combalida? E haja bolsa família!

Se o Ceará corre ao lado de Usain Bolt, o Piauí ainda tropeça nos próprios cadarços. E o preço dessa corrida desigual é pago pelo seu povo, que merece muito mais do que promessas, esmolas e ilusões. E haja bolsa família!

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A NOTÍCIA E O FATO
A NOTÍCIA E O FATO
Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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