
Há quem diga que o Ceará está à frente do Piauí. Não é exagero, é realidade. E não se trata apenas de estar na frente: o Ceará está anos-luz à frente. Em todos os setores. Na indústria, no comércio, no serviço, no turismo, no agronegócio, na infraestrutura, na energia e principalmente na visão política. Enquanto o Piauí engatinha, o Ceará corre ao lado de gigantes globais. Comparar os dois é quase covardia.
Enquanto o Piauí sonha há mais de cem anos com um porto que nunca não se materializa, o Ceará já opera dois: o Porto de Fortaleza (Mucuripe) e o Porto do Pecém. Não são apenas estruturas físicas, são portas abertas para o mundo, capazes de movimentar riquezas, atrair investimentos e impulsionar indústrias de exportação.
E o contraste não para aí. Enquanto o Piauí segue dependente de esmolas oficiais e programas sociais, o Ceará acaba de anunciar um megainvestimento histórico de R$ 172 bilhões, liderado pela Casa dos Ventos, com dois empreendimentos de escala internacional:
A maior planta de amônia verde da América Latina, integrada ao Hub de Hidrogênio Verde, com geração de 8 mil empregos e foco em exportação sustentável;
O Data Center Pecém, que será o maior da América Latina, operando com 100% de energia renovável, referência em processamento de dados e pilar de inclusão digital e profissional para milhares de jovens.
Esse investimento equivale a 1,5% do PIB brasileiro e projeta o Ceará como protagonista global da transição energética, com parcerias estratégicas de gigantes europeus e asiáticos, como a TotalEnergies e fundos soberanos da China.
Enquanto isso, no Piauí, seguimos com discursos vazios, ilusões políticas e promessas eleitoreiras. Não temos portos, não temos ferrovias, não temos hidrovias. O que temos? Um Estado sustentado por dependência cruel de programas sociais, incapaz de criar as condições mínimas para atrair investimentos que transformem a vida de seu povo. E haja bolsa família!
E aqui está a verdade incômoda: enquanto o Ceará decola para o mundo, o Piauí viaja na contramão.
Cadê os investimentos prometidos pelo governador Rafael Fonteles?
Cadê o Porto Piauí?
Cadê o Hidrogênio Verde?
Cadê a ferrovia?
Cadê a hidrovia?
Será que o povo piauiense vai se contentar eternamente com discursos de “modernidade” que só entregam atraso?
Será que vamos aceitar viver num “museu de grandes novidades”, onde as promessas são recicladas, mas nunca realizadas?
Assim, o Estado não cresce. O povo não evolui. O empresariado estagna. E no final, fica tudo como d’antes na terra de Abrantes. E haja Bolsa Família!
O caso do Ceará não é fruto do acaso. É resultado de visão de longo prazo, coragem política e capacidade de execução. O Estado vizinho entendeu que desenvolvimento não nasce de discursos inflamados, mas de projetos concretos, infraestrutura sólida e abertura para o mundo.
O Piauí, por sua vez, permanece numa letargia secular. Vive de sonhos, de narrativas populistas, de ilusões. Enquanto isso, perde gerações inteiras para a pobreza e a dependência. E haja bolsa família!
A pergunta que ecoa é simples e dolorosa: até quando o Piauí vai se contentar em ver navios que nunca atracam? Até quando ficará deitado em berço esplêndido, esperando que as migalhas do poder central sustentem sua economia combalida? E haja bolsa família!
Se o Ceará corre ao lado de Usain Bolt, o Piauí ainda tropeça nos próprios cadarços. E o preço dessa corrida desigual é pago pelo seu povo, que merece muito mais do que promessas, esmolas e ilusões. E haja bolsa família!
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