
Os argentinos estão recuperando espaço perdido para o Brasil nas exportações de agronegócios, especialmente no milho e farelo de soja. Em 2023, o Brasil assumiu a liderança global nesses produtos, impulsionado por uma das piores safras argentinas em anos, causada por condições climáticas adversas. A produção de milho e soja na Argentina, que normalmente gira em torno de 50 milhões de toneladas, caiu para entre 20 milhões e 25 milhões de toneladas para a soja e 34 milhões e 36 milhões para o milho.
Com a retomada da produção em 2024, a Argentina voltou a ganhar força no mercado externo, apesar de pequenos problemas na safra atual. De janeiro a julho deste ano, o país exportou 15,4 milhões de toneladas de farelo de soja, um aumento significativo em comparação com as 10,3 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023. No entanto, em 2023, a queda na produção fez com que a Argentina exportasse apenas 16,2 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil assumisse a liderança com 22,5 milhões de toneladas exportadas.
O complexo soja argentino, incluindo soja em grãos, farelo, óleo e biodiesel, também apresentou uma recuperação notável. No ano passado, as exportações renderam apenas US$ 8,7 bilhões de janeiro a julho, enquanto neste ano, já somam US$ 11,4 bilhões. No mesmo período, as exportações brasileiras de farelo de soja se mantiveram estáveis em 13 milhões de toneladas.
No mercado de milho, os argentinos também se destacaram em 2024, exportando 21,5 milhões de toneladas até julho, superando os 13,5 milhões exportados no mesmo período de 2023. Em contraste, o Brasil, enfrentando uma safra menor e maior concorrência de Argentina, Estados Unidos e Ucrânia, viu suas exportações caírem de 15,9 milhões de toneladas em 2023 para 11,9 milhões neste ano. A liderança brasileira nas exportações de milho, alcançada em 2023 com 55,9 milhões de toneladas, está ameaçada, com uma previsão de queda para 36 milhões de toneladas em 2024.
A recuperação argentina também se estendeu ao trigo, com uma safra de 18 milhões de toneladas em 2024, acima dos 12,5 milhões de toneladas de 2022/23. Isso impulsionou as exportações de trigo da Argentina para o Brasil, que importou 4 milhões de toneladas até julho, sendo 2,8 milhões do país vizinho, representando um aumento de 82% em relação ao ano anterior. No entanto, na carne bovina, os argentinos não registraram avanços significativos, mantendo vendas de 329 mil toneladas, enquanto o Brasil alcançou um recorde de 1,4 milhão de toneladas nos sete primeiros meses de 2024, gerando receitas de US$ 6,2 bilhões.
ESCALA 6X1 Presidente da CNI defende que Senado discuta modernização trabalhista à exaustão
AUMENTANDO DÍVIDAS? Dia após o jogo?
OPERAÇÃO MIRAGEM Digimais: os CDBs cresceram 1.130%. Mas de onde veio tanto dinheiro?
POLÍCIA FEDERAL Digimais e Master: bancos diferentes, roteiro parecido?
INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Adeus aos ingleses: Jaguar Land Rover fecha fábrica e muda mapa da indústria automotiva
RESTITUIÇÃO Receita libera consulta ao IR e paga 2º lote no fim de junho
INDUSTRIA FIEPI e sindicatos da indústria piauiense participam de encontro com pré-candidatos à Presidência
COMÉRCIO EXTERIOR Tarifas dos EUA: governo Lula admite dificuldade para evitar novas sobretaxas
RANKING MUNDIAL Brasil cai no ranking de competitividade: desemprego baixo não esconde problemas estruturais Mín. 23° Máx. 32°