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EUA suspendem uso de vacina contra chikungunya após mortes e efeitos adversos

FDA identificou quatro óbitos e mais de 20 eventos graves relacionados ao imunizante Ixchiq, da farmacêutica francesa Valneva

25/08/2025 às 10h01 Atualizada em 26/08/2025 às 11h38
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O governo dos Estados Unidos suspendeu a comercialização da vacina Ixchiq, utilizada contra a febre chikungunya, após a constatação de efeitos colaterais graves, incluindo quatro mortes. A decisão foi anunciada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) na última sexta-feira (22) e comunicada nesta segunda-feira (25) pela fabricante francesa Valneva. A medida tem efeito imediato.

Segundo a FDA, os casos incluem 21 hospitalizações e três mortes entre pessoas com idades entre 70 e 82 anos, além de um óbito por encefalite diretamente atribuído à vacina. O órgão destacou que a análise de risco-benefício realizada pelo Centro de Avaliação e Pesquisa de Produtos Biológicos (CBER) concluiu que os riscos do imunizante superam os possíveis benefícios, uma vez que a eficácia clínica ainda não foi confirmada em estudos adicionais.

A vacina Ixchiq foi aprovada nos Estados Unidos em 2023 e era uma das duas disponíveis no país para combater o vírus transmitido por mosquitos, endêmico em regiões tropicais e subtropicais. Apesar de a chikungunya raramente ser fatal, especialistas alertam que a expansão do vetor, favorecida pelas mudanças climáticas, pode transformar a doença em ameaça global. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) registrou 27 focos da doença em 2025, o maior número da história na Europa.

O CEO da Valneva, Thomas Lingelbach, afirmou que a empresa estuda os próximos passos, mas destacou que seguirá comprometida em manter a vacina acessível como ferramenta de saúde pública. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do imunizante em abril deste ano.

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