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Polícia Federal investigou ministro André Mendonça

Defesa de ex-assessor de Bolsonaro questiona relatório que cita possível fraude processual

22/08/2025 às 18h19 Atualizada em 24/08/2025 às 10h24
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa do ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, afirmou nesta sexta-feira (22) que a Polícia Federal investigou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A declaração foi feita em entrevista ao programa Oeste com Elas. “Precisamos saber: a PF investigou o ministro André Mendonça por conta própria ou alguém mandou investigar?”, questionou o jurista.

As referências ao magistrado aparecem no relatório final da PF que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo Chiquini, a investigação contra Mendonça teria origem em um mandado de segurança protocolado por ele para suspender o processo contra Filipe Martins e assegurar direitos da defesa.

Trecho do relatório da PF que menciona André Mendonça - Foto: Reprodução/PF

De acordo com o advogado, devido à troca de presidência no STF e às férias do ministro Luís Roberto Barroso, o mandado foi distribuído a André Mendonça. Durante buscas na casa de Bolsonaro, a PF teria encontrado uma mensagem de Eduardo comemorando o fato, o que, segundo Chiquini, motivou a inclusão de Mendonça no inquérito.

Trecho do relatório da PF que menciona André Mendonça - Foto: Reprodução/PF

O relatório final da PF aponta que o mandado de segurança teria como objetivo tumultuar o andamento do processo e alterar seu desfecho. Chiquini contesta essa interpretação e afirma que a apuração abriu um precedente inédito ao incluir um ministro do STF sob suspeita de favorecimento. “Essa ditadura escalou de um jeito que o ministro foi investigado para saberem se iria favorecer a defesa, se iria participar de alguma trama para prejudicar o processo”, disse.

 

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