
A cobertura da grande imprensa sobre os processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores tem levantado questionamentos sobre parcialidade e exagero. O Jornal Nacional, por exemplo, dedicou boa parte de sua edição de quarta-feira (21) a um verdadeiro linchamento midiático contra Bolsonaro, seu filho Eduardo e o pastor Silas Malafaia. O material exibido se baseava em conversas privadas obtidas pela Polícia Federal, apresentadas como suposta interferência processual e até conspiração contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
O episódio, porém, gerou desconforto até dentro da Suprema Corte. Reportagem da Revista Oeste revela que ministros do STF criticaram a inclusão de diálogos pessoais entre pai e filho no relatório da PF, avaliando que eram “elementos desnecessários” ao objeto do inquérito. Para outro integrante do Tribunal, a iniciativa passa a impressão de uma tentativa de fabricar um “fato político” para desgastar a imagem do ex-presidente e de seus aliados.
A situação se torna ainda mais controversa diante da falta de foco em temas de maior gravidade, como o escândalo bilionário do INSS ou as revelações da chamada Vaza Toga 2, que a grande mídia praticamente ignorou. Nesse contexto, o que foi apresentado como bomba contra Bolsonaro e Malafaia não passa, na visão de muitos críticos, de um “traque”, em contraste com os verdadeiros escândalos que afetam diretamente a vida dos brasileiros.
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