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Médico do futuro: presidente do Hospital Einstein aposta na inteligência artificial para transformar a saúde

Sidney Klajner afirma que profissionais que resistirem à tecnologia serão superados por colegas que a utilizam como aliada no dia a dia

15/08/2025 às 08h00 Atualizada em 20/08/2025 às 08h03
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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“O médico que tiver medo de inteligência artificial vai ser substituído pelo médico que não tem medo e que está com ela no bolso.” A frase é de Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, referência nacional em inovação na saúde. Cirurgião e entusiasta da tecnologia, ele conta que a instituição já utiliza 126 algoritmos de IA, a maioria voltada à gestão e outros em apoio à decisão médica. Para ele, barreiras históricas estão sendo rompidas, e a tecnologia é essencial para garantir eficiência e qualidade no atendimento.

À frente da presidência desde 2016, Klajner mantém a rotina como médico e dissemina a cultura de inovação que ajudou a consolidar o Einstein como referência também em ensino e pesquisa. A instituição administra dois hospitais próprios, 60 unidades de atendimento e cinco hospitais públicos em São Paulo, Goiás e Bahia, além de 14 unidades de ensino com mais de 60 mil alunos. São mais de 23 mil funcionários envolvidos em um ecossistema que une assistência, educação e pesquisa.

O executivo iniciou sua trajetória no corpo clínico, mas se destacou ao participar ativamente de comissões e fóruns internos, acumulando experiência em gestão de processos, qualidade e segurança. Foi responsável pela implementação do prontuário eletrônico, projeto adaptado ao Brasil após dois anos de estudo, e pela criação da diretoria de inovação. A telemedicina, iniciada em 2012 para atender plataformas de petróleo e UTIs remotas, se tornou fundamental durante a pandemia, com a liberação do atendimento direto entre médico e paciente a distância.

Para Klajner, o futuro da medicina depende da integração entre ciência, gestão e tecnologia. Ele cita avanços como o agendamento cirúrgico inteligente, que aumentou o número de procedimentos diários sem ampliar a infraestrutura, e destaca a formação de novos profissionais com perfil de liderança. “O objetivo não é apenas publicar artigos científicos, mas criar soluções que melhorem o atendimento e ampliem o acesso à saúde”, afirma.

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