
Morreu na manhã deste sábado (2), aos 82 anos, o jornalista José Roberto Dias Guzzo, conhecido nacionalmente como J. R. Guzzo. Ele foi vítima de um infarto fulminante por volta das 5h e deixa um legado monumental de mais de cinco décadas de contribuição ao jornalismo brasileiro.
Paulistano, Guzzo construiu uma das carreiras mais respeitadas da imprensa nacional. Começou como repórter na Gazeta Mercantil, passou pelo Estadão, pela Editora Abril — onde teve passagem marcante como diretor de redação da revista Veja — e, mais recentemente, foi colunista da Exame e do jornal O Estado de S. Paulo. Seu nome se tornou sinônimo de lucidez, independência e escrita precisa. Durante sua gestão na Veja, a revista viveu sua fase mais influente, tornando-se a terceira maior publicação semanal do mundo.
Nos últimos anos, foi um dos fundadores da Revista Oeste, onde também atuava como colunista e membro do conselho editorial. Descrito por colegas como “o melhor de todos nós”, foi uma das vozes mais respeitadas do jornalismo político e cultural brasileiro, especialmente por sua firme defesa da liberdade de expressão, da democracia e da responsabilidade na informação.
Com sua morte, o jornalismo brasileiro perde uma de suas figuras mais lúcidas e combativas. J. R. Guzzo deixa uma obra extensa, marcada pela defesa da liberdade de expressão, do bom senso e do compromisso inegociável com os fatos. Sua ausência será sentida profundamente por leitores, colegas e admiradores — mas seu pensamento seguirá vivo, inspirando novas gerações.
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