
A partir desta sexta-feira (1º), as contas de energia elétrica ficam mais caras em todo o Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 — o nível mais alto do sistema de cobrança extra — devido ao cenário climático adverso, marcado pela escassez de chuvas que compromete a geração hidrelétrica no país.
Com a mudança, os consumidores passarão a pagar R$ 7,87 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A Aneel justificou a decisão com base na redução dos reservatórios e na necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custo de operação mais elevado. Desde dezembro de 2024, o Brasil vinha operando sob bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz.
No entanto, a mudança climática registrada a partir de maio levou à reativação das tarifas extras. Primeiro foi acionada a bandeira amarela, e agora, em agosto, a pior situação se confirmou com a imposição da bandeira vermelha no patamar 2. Em nota, a Aneel reforçou a necessidade de consumo consciente: “É essencial que os consumidores redobrem a atenção ao uso da energia neste período.”
O sistema de bandeiras tarifárias serve como alerta sobre os custos variáveis da geração elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Cada cor reflete as condições do momento e define o valor adicional cobrado nas faturas de energia. Confira os valores atualizados:
📊 Valor de cada bandeira tarifária:
• Bandeira verde (condições favoráveis): sem custo extra
• Bandeira amarela (condições menos favoráveis): R$ 18,85 por MWh (ou R$ 1,88 a cada 100 kWh)
• Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis): R$ 44,63 por MWh (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh)
• Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis): R$ 78,77 por MWh (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh)
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