
Não foi por falta de aviso. Ao reencenar a velha e perigosa farsa da luta de classes "ricos contra pobres" como justificativa para elevar impostos e hostilizar quem produz, o governo Lula (PT) repete a cartilha do fracasso econômico. O resultado é devastador: em 2024, brasileiros tiraram do país cerca de US$ 654 bilhões, ou R$ 3,6 trilhões, segundo a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE), do Banco Central. Trata-se de um êxodo silencioso de riqueza, empreendedores e investidores, fartamente abastecido pelo medo, medo do confisco disfarçado, da insegurança jurídica e do populismo fiscal de um governo que desdenha o equilíbrio.
O governo Lula parece empenhado não em promover justiça social, mas em punir quem trabalha, investe, empreende e prospera. E enquanto os cofres se esvaziam, o Palácio do Planalto abre as torneiras para uma gastança desenfreada, ofensiva e, muitas vezes, inútil.
O buraco nas contas públicas cresce a cada mês, puxado por despesas questionáveis: o que se escuta de interlocutores confiáveis, postagens em blogs e portais de notícias sérios, são notícias das impressionantes comitivas em viagens internacionais luxuosas sem retorno objetivo, milhões de reais em repasses a ONGs ideologicamente alinhadas ao governo, verbas acima do orçamento para um Judiciário cada vez mais conivente, e gastos pessoais da Presidência dignos de casa real europeia com vinhos, compras pessoais equivalentes a joias, chefs europeus consagrados e regalias que zombam da dura realidade do povo brasileiro.
A ironia?
É esse mesmo povo, especialmente o nordestino, fiel eleitor de Lula, que sente mais intensamente os efeitos da inflação, do desemprego e do arrocho fiscal.
A cada novo gasto não essencial, o governo envia um recado claro: não há compromisso com a pobreza que se diz combater. Ao contrário, há um evidente desprezo como se ostentar diante da miséria fosse uma forma de revanche pessoal de um presidente que nasceu na miséria do agreste pernambucano, mas que hoje, no poder, parece rir do sofrimento de seus iguais.
Esse modelo de gestão com viés autoritário, populista e fiscalmente suicida ecoa perigosamente os passos de Alberto Fernández na Argentina, cuja aliança política e ideológica com Lula é por todos conhecida. A destruição da moeda, o isolamento dos investidores e o colapso do setor produtivo argentino não serviram de lição. O Brasil repete a trajetória, agora com as bênçãos de um Executivo que prefere o palanque ao planejamento estratégico com avanços coletivo para a cidadania brasileira.
Lula é capitão de um governo que é claramente contra a prosperidade. Enxerga na pobreza a única possibilidade de manter sua ilha perversa de poder. Aqui, empresários desistem e investidores fogem. Profissionais qualificadíssimos buscam outros países. O Brasil se torna hostil ao mérito, ao trabalho e ao capital. Em troca, o lulismo distribui privilégios a aliados, cargos a militantes e narrativas a uma militância cega que chama de "justiça social" o que, na prática, é apenas vingança travestida de governo.
No fim, é sempre o povo pobre quem paga a conta com desemprego, com inflação, com hospitais sucateados e escolas falidas. E enquanto isso, o "pai dos pobres" ergue sua taça num jantar à luz de velas em algum castelo europeu, pago com dinheiro do combalidoTesouro Nacional.
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