
Tem gente que ainda se pergunta se Donald Trump quer guerra. Eu, sinceramente, acho que ele já respondeu: não quer. Prefere a paz. Mas à sua maneira. Neste fim de semana, por exemplo, bastou um telefonema (com um toque de ameaça comercial) para que Tailândia e Camboja concordassem com um cessar-fogo imediato após dias de confronto e quase 300 mil deslocados. Resultado? Fim das hostilidades na fronteira e líderes agradecendo ao presidente americano pela intervenção. Quem diria que o “ogro laranja” saberia negociar melhor do que muitos diplomatas de carreira.
Trump publicou em sua rede, a Truth Social, que só retomaria as conversas comerciais com os dois países se os combates parassem. Não precisou de tanques nem de porta-aviões — só de uma ligação com a velha tática: “ou a paz, ou nada de negócios com os EUA”. E funcionou. O premiê do Camboja, Hun Manet, até agradeceu publicamente. Enquanto isso, os embaixadores dos EUA e da China sentaram juntos como bons vizinhos na reunião de pacificação. É ou não é um Nobel da Paz esperando para acontecer?
Essa, aliás, não foi a primeira vez que Trump evitou que o mundo pegasse fogo. Mês passado, ele foi fundamental para o cessar-fogo entre Israel e Irã. Antes disso, Índia e Paquistão já tinham baixado as armas depois de mais uma de suas “mediações firmes”. O Paquistão, inclusive, flertou com a ideia de indicá-lo ao Nobel. E por que não? Se fosse outro presidente com as mesmas conquistas, a estatueta dourada já estaria no Salão Oval.
No fim das contas, Trump pode até não ser diplomático. Mas que tem obtido resultados concretos, isso ninguém pode negar. Enquanto outros líderes se escondem atrás de comitês, resoluções e longos discursos sobre democracia, Trump faz o telefone tocar, fala o que precisa ser dito e entrega aquilo que o mundo mais precisa: acordos que salvam vidas — nem que seja à base de uma boa ameaça comercial.
Só o Lula não consegue negociar com Trump.
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