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Brasil NA DIPLOMACIA

Trump já recuou de taxação no passado após conversa com Bolsonaro

Em 2019, o então presidente brasileiro conseguiu evitar sobretaxa ao negociar diretamente com Trump

23/07/2025 às 21h15 Atualizada em 28/07/2025 às 22h17
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (9) a intenção de aplicar tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelo país. A proposta faz parte de sua política de proteção à indústria americana e pode afetar diretamente o Brasil, que foi o segundo maior fornecedor de aço aos EUA em 2024, atrás apenas do Canadá.

Essa não é a primeira vez que Trump tenta impor barreiras comerciais ao Brasil. Durante seu mandato anterior, entre 2017 e 2021, ele instituiu tarifas de 25% para o aço e 10% para o alumínio, mas acabou recuando após negociações com o governo brasileiro. Em dezembro de 2019, chegou a acusar o Brasil de desvalorizar sua moeda para favorecer exportações, e prometeu reinstaurar as taxas. Porém, após uma conversa direta com o então presidente Jair Bolsonaro, os EUA voltaram atrás e mantiveram o Brasil fora da sobretaxa.

Na época, a relação próxima entre Bolsonaro e Trump foi determinante para preservar as exportações brasileiras. O governo americano optou por aplicar um sistema de cotas para o Brasil, o que amenizou os impactos das medidas protecionistas. Apesar disso, em 2020, Trump endureceu novamente as regras e aumentou tarifas sobre chapas de alumínio brasileiras, sob a justificativa de concorrência desleal.

Agora, com Trump de volta ao poder, cresce a preocupação com uma possível repetição do cenário. Especialistas alertam que tarifas elevadas podem prejudicar a indústria americana que depende de insumos importados, como demonstraram estudos no passado. No Brasil, o governo ainda aguarda uma decisão formal antes de se pronunciar, enquanto as siderúrgicas monitoram de perto os desdobramentos da nova ameaça comercial.

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