
Nem sempre o que parece saudável realmente faz bem ao organismo. A busca por alimentos com menos calorias, sem açúcar ou mais “naturais” pode levar a escolhas alimentares que, na prática, são pouco nutritivas e até prejudiciais à saúde. É o que alertam especialistas em nutrição, ao destacar a importância de avaliar o contexto completo da dieta e evitar modismos sem orientação adequada.
Produtos com rótulos como “diet”, “light” ou “zero açúcar” muitas vezes compensam a retirada de açúcar com o acréscimo de sódio, gorduras ou aditivos químicos. “Uma salada acompanhada de molhos calóricos ou batata palha pode ser mais prejudicial do que um prato tradicional equilibrado com arroz, feijão e carne magra”, exemplifica uma nutricionista.
O uso de suplementos alimentares, como shakes proteicos, também requer cuidado. Para pessoas que praticam apenas atividades físicas leves, o consumo desses produtos pode ser desnecessário ou até contraproducente. A recomendação é clara: antes de investir em suplementos, consulte um profissional habilitado.
Alguns hábitos populares também merecem revisão. Tomar vinho regularmente, por exemplo, é frequentemente associado a benefícios cardiovasculares. No entanto, especialistas ressaltam que os riscos do álcool — como maior chance de desenvolver câncer e problemas psiquiátricos — superam os eventuais efeitos protetores.
Outro equívoco comum é cortar totalmente os carboidratos da alimentação. Estudo do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) mostra que tanto o excesso quanto a restrição severa de carboidratos estão associados a aumento na taxa de mortalidade, reforçando que o equilíbrio é essencial.
Mesmo substituições vistas como naturais podem trazer armadilhas. O óleo de coco, por exemplo, contém cerca de 82% de gordura saturada — mais do que a manteiga. Já o consumo exagerado de chá verde, especialmente acima de quatro xícaras por dia, pode provocar danos ao fígado, rins e estômago.
A orientação dos especialistas é clara: moderação, leitura cuidadosa de rótulos e, principalmente, orientação profissional são fundamentais para uma alimentação realmente saudável. Adotar mudanças sem acompanhamento adequado pode comprometer a saúde, mesmo quando as intenções são as melhores.
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