
Há décadas considerado a principal refeição do dia, o café da manhã é cercado de mitos e verdades. Mas será que ele continua ocupando esse posto na rotina alimentar? De acordo com especialistas em nutrição, a resposta não é tão simples e depende do perfil de cada pessoa, da qualidade da alimentação e do estilo de vida. Embora o café da manhã não seja uma obrigação para todos, ele pode trazer benefícios importantes quando feito com equilíbrio e alimentos de boa qualidade.
Diversas pesquisas apontam que a primeira refeição do dia, quando bem feita, está associada à redução do risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes tipo 2. Em idosos com sobrepeso, por exemplo, o café da manhã equilibrado foi relacionado à melhora de marcadores metabólicos e prevenção da síndrome metabólica.
Além disso, estudos mostram que pessoas que tomam café da manhã regularmente tendem a ter melhor desempenho cognitivo, controle emocional e mais disposição física ao longo do dia.
Apesar dos benefícios, há quem se adapte bem sem a refeição matinal. Modelos alimentares como o jejum intermitente vêm ganhando espaço, e para algumas pessoas, pular o café da manhã não causa prejuízos, desde que o restante da alimentação seja completo e nutritivo.
Caso a pessoa opte por manter essa refeição, especialistas recomendam evitar alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras saturadas. O ideal é incluir:
Frutas frescas ou in natura
Ovos ou laticínios com pouca gordura
Aveia, sementes (chia, linhaça) e castanhas
Pães integrais ou outras fontes de carboidrato de boa qualidade
Além disso, o horário também influencia: tomar café da manhã até 20 minutos após acordar pode ajudar a despertar o metabolismo e regular os níveis de glicose no sangue.
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