
Na mais recente coluna publicada na Revista Oeste, sob o título Soberania para roubar, o veterano jornalista e analista político J.R. Guzzo entregou um retrato implacável do Brasil atual - e, como ele mesmo parece sugerir, praticamente irremediável. Em um texto curto, direto, mas carregado de análise contundente, Guzzo não poupa adjetivos para descrever o que, em sua visão, é o resultado da parceria entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal: um país convertido em “ditadura judicial neurótica” e, ao mesmo tempo, em “a nação mais corrupta do planeta”.
Com sua prosa elegante e brutal, Guzzo diz aquilo que muitos temem dizer em público. E o faz sem rodeios: o Brasil acabou enquanto nação funcional, democrática e justa - e virou um Estado dominado por um consórcio de poder que se sustenta sobre perseguição política e um sistema de corrupção institucionalizada. Para ele, o Brasil não é mais apenas um país corrupto “entre outros”. Tornou-se um exemplo acabado de como transformar a corrupção em política de Estado, com o beneplácito do Judiciário.
Um dos pontos mais instigantes do texto de Guzzo é a definição do regime instalado como uma “ditadura judicial neurótica”. A ditadura, ele argumenta, não é mais militar ou ideológica - ela é exercida por magistrados, fora de qualquer mecanismo legítimo de controle social ou político. E “neurótica” porque age de maneira paranoica, com obsessão persecutória contra adversários políticos do regime, como se cada cidadão opositor fosse um inimigo do Estado a ser eliminado. Não há racionalidade institucional, apenas impulsos de revanche, controle e intimidação.
Guzzo também coloca o dedo na ferida da corrupção endêmica, que, segundo ele, deixou de ser apenas um problema para se tornar um objetivo central da administração pública. O sistema, escreve ele, é sustentado por roubos cada vez mais descarados e menos sofisticados - “roubam na boca do caixa, direto”, ironiza - e por uma justiça que garante impunidade quase automática aos operadores do esquema. A frase que resume sua tese soa quase como um novo lema nacional: “Roube que o governo garante”.
O Brasil vive hoje um estado de exceção disfarçado, imposto por um consórcio entre Lula e STF.
O STF deixou de ser guardião da Constituição para se tornar polícia política do regime.
A liberdade de expressão e o devido processo legal foram substituídos por perseguições seletivas.
A corrupção não é mais incidental: ela é planejada, coordenada e garantida pelo sistema.
A impunidade judicial assegura que os agentes do esquema possam agir abertamente.
O país foi denunciado ao mundo como um “Estado bandido”, inclusive pelos EUA.
A força do texto de J.R. Guzzo não está apenas no que ele diz, mas na maneira como diz: clara, objetiva, sem floreios desnecessários e com um humor cáustico que chega a ser desconfortável para os que ainda tentam defender o status quo. Sua análise é brilhante justamente por ser simples - tão simples e cristalina que “só faltou desenhar”.
Para Guzzo, o Brasil não está mais apenas no caminho errado. Já chegou ao destino: virou uma “nação bandida”. E quem quiser mudar isso terá que, primeiro, admitir o óbvio - como ele fez.
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