
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (18), mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e na sede do Partido Liberal (PL) em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu a aplicação de medidas cautelares severas, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana.
Além disso, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, manter contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, além de se comunicar com outros investigados. As medidas foram solicitadas após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o ex-presidente de coação no curso do processo, tentativa de obstrução da Justiça e ataques à soberania nacional. A investigação foi aberta no STF no dia 11 de julho e corre em sigilo.
Segundo apurações da imprensa, agentes da PF encontraram US$ 10 mil em espécie na residência de Bolsonaro durante a operação. Nos bastidores, especula-se que a ação tenha relação com recentes declarações do ex-presidente sobre seu interesse em negociar com Donald Trump a taxação de 50% imposta aos produtos brasileiros — possibilidade frustrada pela retenção de seu passaporte desde fevereiro de 2024.
Bolsonaro classificou a operação como injusta e negou envolvimento em qualquer tentativa de golpe. “Eu não tenho que provar que sou inocente. Eles é que têm que provar que sou culpado”, declarou em entrevista coletiva. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também saiu em defesa do ex-presidente e afirmou que as medidas são uma tentativa de silenciar quem ainda representa milhões de brasileiros.
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