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Editorial FAVAS CONTADAS

A Tragédia Política do Piauí: o PT e a Exclusão dos Aliados

E o que vemos hoje?

10/07/2025 às 16h00
Por: Redação GH1 Fonte: Arthur Feitosa
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A Tragédia Política do Piauí: o PT e a Exclusão dos Aliados

Durante a campanha eleitoral de 2018, participei de um almoço promovido pela Fecomércio do Piauí, realizado no SENAC da Avenida Campos Sales, em Teresina. Estavam presentes importantes lideranças empresariais e políticas, como o senador Ciro Nogueira, o deputado federal Júlio César Lima e a então vice-governadora e candidata à Câmara Federal, Margarete Coelho.

Naquela ocasião, fiz um alerta direto ao senador Ciro Nogueira: era hora de seu grupo político refletir seriamente sobre a necessidade de se desvincular do Partido dos Trabalhadores. O PT, como bem sabemos, não entrega nada a ninguém que não esteja integralmente comprometido com o seu projeto de poder.

O plano do PT no Piauí sempre foi claro: substituir a elite política tradicional por um novo grupo, ideologicamente alinhado e funcional aos seus interesses. Hoje, essa estratégia se revela consolidada em figuras como Magalhães, João de Deus, Flora Isabel, Rejane Dias e outros, muitos dos quais ocupam hoje cargos vitalícios no Tribunal de Contas do Estado julgando, não raro, suas próprias gestões.

Em meu pronunciamento naquele evento, ressaltei que Ciro Nogueira, naquele momento histórico, contava ao seu lado com duas lideranças de grande envergadura: Júlio César Lima e Margarete Coelho. Apenas ele, com sua força e capital político, teria condições de liderar um movimento pela exclusão do PT da vida pública do Piauí — um partido cuja atuação considero profundamente danosa ao estado.

O tempo, infelizmente, confirmou esse diagnóstico. O PT, sob a liderança de José Wellington e Rafael Fonteles, vem reiteradamente demonstrando que governa de forma excludente, centralizadora e, sobretudo, comprometida com a perpetuação no poder, não com a construção de um estado mais justo e eficiente.

Naquela época, denunciei publicamente o caos administrativo que assolava a máquina pública estadual, transformada em um sistema de barganhas e corrupção institucionalizada. Relatos davam conta de que, em algumas secretarias, agentes públicos inclusive vigilantes exigiam propina para dar andamento a processos de pagamento. Os que se recusavam, tinham seus processos engavetados nas sombras da burocracia corrompida. Essas denúncias, vale lembrar, repercutiram nacionalmente, sendo veiculadas em grandes portais de notícia do país.

E o que vemos hoje?

O vice-governador Themistocles Filho, um dos responsáveis pela vitória da chapa governista em 2022, foi sumariamente excluído de qualquer discussão sobre a reeleição em 2026. A pergunta que muitos fazem — e ainda sem resposta — é: por que Themistocles, após servir à composição vencedora, já não serve mais?

A resposta parece clara: no PT, não há espaço para alianças duradouras com quem não se submete por completo à lógica de poder do partido. Nem mesmo aqueles que legitimaram suas vitórias desde 2002 são poupados dessa exclusão.

O Piauí, infelizmente, continua refém de um projeto político que prioriza o controle, a conveniência e a autopreservação em detrimento da transparência, da eficiência e da justiça. E enquanto isso perdurar, a tragédia política do estado só tende a se agravar.

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Sobre Arthur Feitosa - Executivo e articulista político do portal Gazeta Hora1
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