
A tragédia anunciada finalmente despertou o governo federal de seu sono profundo. Após mais de um mês de destruição implacável no Pantanal e na Amazônia, e agora com São Paulo sendo consumido pelo fogo, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, resolveu se manifestar. Mas não antes de ser flagrada em palanques eleitorais, enquanto florestas e lavouras eram devoradas pelas chamas. A situação crítica, que já engoliu parte considerável da agricultura em 24 municípios paulistas, foi ignorada pelo governo até este domingo, quando finalmente o presidente Lula e a ministra decidiram se reunir para discutir o caos que assola o Estado.
O fogo, que avança desde a semana passada e ameaça áreas urbanas, foi amplamente divulgado nas redes sociais, viralizou, mas só agora conseguiu atrair a atenção do governo e da grande mídia. Em sua declaração, Marina Silva limitou-se ao clichê de que "a população precisa fazer a sua parte e deixar de realizar queimadas", enquanto Lula insinuou a possibilidade de 'ação criminosa', sem oferecer soluções concretas.
Enquanto isso, a Polícia Federal anunciou a abertura de mais de 30 investigações para apurar os focos de incêndio no país. A pergunta que fica é: por que a ministra do Meio Ambiente estava ocupada com campanhas eleitorais em São Paulo enquanto o Pantanal e a Amazônia ardiam em chamas? A resposta parece estar no silêncio complacente que precedeu a tragédia, e na ação tardia que agora busca apagar o fogo que já devastou o coração verde do Brasil.
ANTIMICROBIANOS União Europeia veta carne brasileira? Entenda o que realmente mudou e quais podem ser os impactos
AGRO China promete comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA
AGRO União Europeia proíbe importação de carne brasileira Mín. 23° Máx. 32°