
Fernando Haddad, ministro da Fazenda do governo Lula 3, resolveu dar lição de moral ao país ao afirmar, nesta terça-feira, que “não existe economia desenvolvida com esse nível de desigualdade”. Palavras bonitas. Soariam convincentes, não fosse o fato de serem ditas justamente por quem transformou a economia em um laboratório de aumento de impostos e confisco disfarçado.
Como é possível levar a sério um ministro que, enquanto critica a desigualdade, tentou taxar até o PIX - um instrumento popular, gratuito e usado principalmente pelos mais pobres? Como engolir que o mesmo governo que ele representa empurra goela abaixo aumentos no IOF e novas taxações sobre consumo venha agora posar de defensor dos vulneráveis? A esquerda brasileira, com sua retórica gasta, ainda acha que basta falar em “desigualdade” para se redimir de suas próprias políticas desiguais.
É bom lembrar que, ao contrário das ações simbólicas e ineficazes do PT, o governo anterior mostrou que é possível dar dignidade ao trabalhador sem criar inflação, sem punir quem produz e sem transformar o estado brasileiro em um fiscal onipresente. O auxílio emergencial, o 13º do Bolsa Família, a carteira estudantil gratuita, a política de desoneração tributária e o congelamento de combustíveis colocaram comida na mesa dos mais pobres e ainda sustentaram a economia no auge da pandemia.
Haddad, ao contrário, já deixou claro que sua “solução” para o Brasil é sempre a mesma: taxar, taxar, taxar. E, por ironia, quem mais tem lucrado sob Lula 3 são exatamente os super-ricos representados pelos bancos - não os trabalhadores que ele diz defender. É o velho socialismo para pobres e capitalismo para os amigos.
Não existe desigualdade mais cruel do que a inflação. E nada corrói mais a renda dos pobres do que um desemprego elevado. Ambos seguem sendo marcas registradas do atual governo. Como, então, ousar falar em “redução das disparidades” enquanto aprofunda a espoliação fiscal? Como, então, Haddad olha para a população e diz que o problema é “as pessoas não têm renda”, quando o próprio governo delas tira mais do que devolve?
Fica claro que o discurso de Haddad é apenas a abertura de mais uma temporada eleitoral - em que a esquerda recita as mesmas falácias para iludir o eleitor. Já vimos esse filme: promessas de igualdade, impostos travestidos de justiça social e benefícios seletivos para quem ajuda a manter a máquina no poder.
Sim, ministro, todos nós sabemos que o Brasil tem um abismo social. O que o senhor talvez ainda não tenha entendido é que o senhor é parte desse abismo - e não da solução.
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