
A morte trágica da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, gerou comoção nacional — e uma corrida por apoio à família da jovem. Em meio a promessas e gestos de solidariedade, foi a Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, quem assumiu a responsabilidade de custear o translado do corpo ao Brasil, no valor de R$ 55 mil. Apesar de declarações do presidente Lula e da comoção nas redes sociais, o apoio efetivo do governo federal veio apenas após críticas à lentidão nas ações.
O jogador Alexandre Pato chegou a se oferecer para arcar com os custos do translado, mas a família recusou a ajuda após a prefeitura se comprometer oficialmente. No entanto, como o município alegou não ter como custear as passagens do pai e da prima da jovem, que estão na Indonésia, Pato comprou os bilhetes de retorno dos dois. A expectativa é que eles, junto ao corpo de Juliana, cheguem ao Brasil na próxima semana.
Enquanto isso, a causa da morte segue cercada de dúvidas. O laudo oficial divulgado pelas autoridades indonésias aponta que Juliana morreu em decorrência de trauma interno e hemorragia, com óbito estimado entre 12 e 24 horas antes das 22h05 — sem esclarecer a data exata. A família contesta a versão e afirma ter vídeos e relatos de turistas que indicam que a jovem sobreviveu por mais tempo e que o ferimento fatal pode ter ocorrido apenas na segunda queda, perto do momento do resgate.
Indignada com a condução do caso, a irmã de Juliana criticou a divulgação do laudo à imprensa antes que os familiares fossem informados. “Foi outro caos, outro absurdo. Antes mesmo de minha família saber, o legista fez uma coletiva de imprensa. É absurdo atrás de absurdo”, desabafou. O pai da jovem, Manoel Marins, ainda está na Indonésia aguardando a liberação oficial para embarcar com o corpo da filha.
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