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Economia ROMBO BILIONÁRIO

Rafael Fonteles repete Lula e afunda o Piauí em rombos bilionários

Com gastos descontrolados, déficits sucessivos e um festival de empréstimos, governo Rafael reproduz o caos fiscal do governo Lula. E o povo paga a conta

27/06/2025 às 11h42 Atualizada em 27/06/2025 às 14h34
Por: Douglas Ferreira Fonte: José Ribas Neto
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Lula lá, Rafael cá, e um rombo no Brasil e no Piauí - Foto: Reprodução
Lula lá, Rafael cá, e um rombo no Brasil e no Piauí - Foto: Reprodução

O Piauí vive hoje um pesadelo financeiro, gestado dentro do Palácio de Karnak por uma gestão que parece mais empenhada em repetir os erros do governo federal do que em zelar pelo equilíbrio das contas públicas. Rafael Fonteles, o “menino do Lula”, como foi apelidado em 2022, mostra que aprendeu bem demais com seu mestre - mas só o lado ruim da cartilha: gastar mais do que se arrecada e maquiar a realidade com viagens, discursos e propaganda.

A denúncia é grave, e vem de fonte confiável: o jornalista investigativo José Ribas Neto publicou uma reportagem que escancara o desastre fiscal que se instalou no Piauí. Segundo Ribas, o governo Fonteles promove um verdadeiro “festival de déficits nominais”, jogando as finanças do Estado em um buraco sem fundo, que ameaça comprometer não apenas a atual administração, mas também os governos futuros - e o futuro das próximas gerações de piauienses.

Números não mentem. Diferente dos discursos

No balanço anual de 2023, o governo Rafael Fonteles prometia um superávit primário de R$ 474 milhões. O que entregou? Um saldo negativo de R$ 345 milhões. Em 2024, a promessa de recuperação virou piada. No terceiro bimestre, o prejuízo foi de R$ 197 milhões. No quarto bimestre, saltou para R$ 1,2 bilhão. No quinto, mais um salto: rombo de R$ 1,4 bilhão. E para fechar 2024 com chave de latão, o buraco final foi de R$ 3,5 bilhões. Sim, você leu certo: três bilhões e meio de reais de déficit. E a sangria continuou em 2025, com mais R$ 259 milhões negativos já no segundo bimestre.

Déficit virou rotina. O vermelho virou política de Estado

Se isso não for incompetência, é sabotagem. O que assusta é que não há controle, não há oposição, não há cobrança. A Assembleia Legislativa parece anestesiada - ou melhor, domesticada, dominada, controlada. O Palácio de Karnak manda, e os deputados obedecem. A ponto de autorizar sem questionamentos mais uma viagem do governador ao exterior, mesmo com a casa pegando fogo e as contas no vermelho.

Turismo oficial e populismo fiscal: a combinação que empobrece

A comparação com o governo Lula é inevitável - e assustadoramente justa. Rafael Fonteles, tal como o presidente, gasta sem responsabilidade, empresta sem critério, viaja sem retorno prático e governa com um olho no marketing e o outro na eleição. Lula já foi apelidado de “presidente turista”; Rafael segue o mesmo roteiro, com direito a assessores, diárias e paletó novo a cada missão.

A diferença é que no Congresso Nacional, Lula ainda enfrenta alguma resistência. No Piauí, Rafael parece jogar sozinho. A oposição sumiu. A imprensa, em boa parte, silencia. E quem denuncia é rotulado de opositor raivoso - mesmo quando apresenta números extraídos de documentos oficiais, como fez José Ribas Neto.

O Estado do Piauí não é laboratório de vaidade pessoal nem trampolim de projeto de poder

A pergunta que ecoa entre prefeitos, empresários e servidores é simples: Rafael Fonteles está destruindo o Piauí para servir ao projeto nacional do PT em 2026? Tudo indica que sim. E como ele pretende sustentar essa estrutura? Com mais empréstimos, claro. Empréstimos que supostamente seriam para saúde, educação e infraestrutura, mas que podem estar apenas servindo para tapar buracos provocados por sua própria gestão desastrosa.

O secretário de Fazenda, Emílio Júnior, deve explicações. O governador, mais ainda. A população precisa saber por que, com um dos maiores ICMS do país, o Piauí está falido. Precisa entender por que, mesmo com tantos empréstimos, as obras emperram, os serviços pioram e a conta só aumenta.

A verdade é dura: o Piauí está quebrado, e o responsável tem nome, cargo e ambição nacional. Rafael Fonteles é hoje o retrato fiel do populismo fiscal: gasta o que não tem, promete o que não pode cumprir e se comporta como se a matemática fosse apenas uma ferramenta de campanha.

Mas, ao contrário do que ele ensinava na sala de aula, os números da vida real são implacáveis. E cobram juros.

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