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Brasil VERGONHA E TRISTEZA!

O governo que resgata corruptos e abandona brasileiros

Enquanto um jato da FAB busca uma condenada por corrupção no Peru, Juliana Marins agoniza sozinha num penhasco na Indonésia. O governo não moveu um dedo

25/06/2025 às 17h11 Atualizada em 26/06/2025 às 11h14
Por: Wagner Albuquerque
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A ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru ao lado do presidente Lula (foto de 28/05/2014) — Foto: Reprodução
A ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru ao lado do presidente Lula (foto de 28/05/2014) — Foto: Reprodução

Juliana Marins caiu de um penhasco no meio da Indonésia e agonizou por dias à espera de socorro. Estava sozinha, machucada, escorregando montanha abaixo. E enquanto o corpo da jovem brasileira, cheia de vida e sonhos, permanecia num lugar inóspito e esquecido, o governo Lula enviava um avião da Força Aérea Brasileira — com tripulação militar e sigilo de cinco anos sobre os custos — para buscar em segurança, conforto e urgência uma ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru. Leia de novo: condenada por corrupção. E estrangeira.

Nadine Heredia, mulher do ex-presidente Ollanta Humala, foi trazida ao Brasil com todo o aparato do Estado sob o pretexto de “razões humanitárias”. O ministro das Relações Exteriores justificou dizendo que ela havia feito uma cirurgia na coluna e tinha um filho pequeno. Que bom que a solidariedade petista é tão seletiva. Porque Juliana, 24 anos, também precisava de ajuda. Tinha família, tinha uma vida inteira pela frente. Mas para ela, o mesmo governo lavou as mãos: disse que “não há base legal” para pagar o traslado de um corpo brasileiro morto no exterior. E a FAB? Nada. Nem um telefonema.

A verdade é dura, mas precisa ser dita: este governo ajuda uma condenada por lavagem de dinheiro ligada à Odebrecht e vira as costas para uma brasileira morta à míngua. É esse o Brasil de hoje. Um país onde a diplomacia se mobiliza por aliados ideológicos — ainda que criminosos — e se esconde atrás de decretos frios quando o assunto é o povo comum. Não é falta de dinheiro. É falta de vergonha. Falta de senso. Falta de humanidade.

Não me espanta que a popularidade do governo esteja desabando. E não adianta culpar fake news. A realidade tem sido mais cruel do que qualquer mentira: os fatos falam por si. Um Estado que se move com pressa para proteger uma corrupta internacional, mas deixa uma jovem morrer sozinha num vulcão, é um Estado que perdeu completamente a noção de prioridade — e de decência.

Juliana foi resgatada tarde demais. E quem pagará pelo traslado do corpo é Alexandre Pato, um jogador de futebol, não o governo brasileiro. O governo que envia jatos para aliados sujos de lama, mas abandona seus próprios cidadãos num penhasco. Literalmente.

Juliana Marins, abandonada pelo seu governo até mesmo depois da morte — Foto: Reprodução
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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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