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Brasil ATÉ QUANDO?

Brasil afunda no esgoto e fica atrás até da Índia e do Iraque: até quando vamos acreditar em um Estado que não entrega?

Enquanto políticos vendem a ilusão de serviços “gratuitos”, o país amarga um dos piores desempenhos do mundo em saneamento básico

24/06/2025 às 16h10 Atualizada em 26/06/2025 às 17h46
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Brasil segue entre os países mais atrasados do mundo em saneamento básico — e isso não é surpresa. Por décadas, políticos prometeram “água e esgoto para todos”, enquanto mantinham estatais ineficientes e desviavam recursos públicos. Mesmo com o novo Marco Legal do Saneamento aprovado em 2020, o país ainda patina: em 2023, apenas 55% da população tinha acesso a esgoto tratado. Para cumprir as metas até 2033, o investimento anual precisaria quase dobrar — saltar de R$ 25,6 bilhões para R$ 45,1 bilhões.

É trágico perceber que grande parte da população ainda acredita em “serviços públicos gratuitos” como o SUS ou saneamento básico universal. Não existe almoço grátis: tudo sai caro para quem paga imposto, e pior — o que chega ao cidadão é um serviço de péssima qualidade, enquanto o grosso do dinheiro vira barganha política ou desvio milionário. A conta é simples: enquanto o povo confia num Estado que mal entrega o básico, continuaremos vivendo em meio ao esgoto, literalmente.

Os avanços mais relevantes só começaram com a entrada da iniciativa privada no setor. Estados como São Paulo, Espírito Santo e Piauí já deram passos importantes com privatizações e parcerias público-privadas. São esses modelos que estão movimentando mais de R$ 160 bilhões em investimentos e trazendo algum sinal de esperança. Mesmo assim, empresas estatais ainda operam em milhares de cidades, emperradas pela burocracia, pela má gestão e por dificuldades em acessar crédito. (corrupção?)

Enquanto isso, a população aceita passivamente que políticos usem o discurso do “serviço público gratuito” como desculpa para manter cabides de emprego e esquemas de corrupção. É hora de amadurecer como sociedade e entender que o Estado brasileiro, como está, não é solução — é o principal entrave. Até quando vamos acreditar nessa ilusão? Até quando vamos fingir que o problema é falta de dinheiro e não o modelo podre que insiste em se perpetuar?

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