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Economia 'MAQUIAGEM FISCAL'

“Pacote de Maldades”: Oposição promete enterrar aumento de impostos de Haddad

Parlamentares acusam o governo Lula de maquiar as contas públicas com propostas que atacam o bolso do contribuinte e evitam cortar gastos; rejeição na Câmara é considerada certa

16/06/2025 às 07h45 Atualizada em 16/06/2025 às 08h18
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações DP
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Deputado Luiz Philippe diz que pacote é “maquiagem fiscal” - Foto: Reprodução
Deputado Luiz Philippe diz que pacote é “maquiagem fiscal” - Foto: Reprodução

“Pacote de Maldades”: Oposição diz que maquiagem fiscal de Haddad não passa na Câmara

O pacote fiscal proposto pelo ministro Fernando Haddad está sendo apelidado de “pacote de maldades” pela oposição na Câmara dos Deputados. Com forte resistência entre parlamentares de vários partidos, a avaliação quase unânime entre os opositores é de que a proposta não passa. O motivo? Para eles, o plano não é um ajuste fiscal real, mas uma maquiagem disfarçada de responsabilidade, que visa apenas arrecadar mais, punindo quem produz e consome.

O que há de tão nocivo no pacote?

A principal crítica é que o pacote tenta aumentar impostos sem reduzir os excessivos gastos do governo federal. Segundo o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), tributar LCI e LCA, instrumentos que financiam o agronegócio e o setor imobiliário, é um grave erro. “Não é ajuste fiscal, é maquiagem”, afirma. A avaliação é de que o governo está focado apenas em tapar buracos orçamentários com mais arrecadação, sem atacar o real problema: o descontrole das despesas públicas.

Governo gasta como se não houvesse amanhã

Para a oposição, o governo Lula continua sem “fazer o dever de casa”. E o que seria isso? Cortar privilégios, enxugar a máquina pública e revisar gastos improdutivos. Em vez disso, o Palácio do Planalto insiste em aumentar a carga tributária, como apontou o senador Jorge Seif (PL/SC): “Esse governo continua inventando formas de arrancar mais do bolso do brasileiro”.

Rombo bilionário e aumento disfarçado de impostos

O deputado Marcel van Hattem (Novo/RS) é categórico: “Não há qualquer possibilidade de aceitarmos novos aumentos de impostos”. A insatisfação vai além da questão tributária. Deputados denunciam ainda que o pacote avança sobre prerrogativas do Legislativo, impondo medidas sem o devido debate democrático.

Oposição aposta na rejeição total

Sem apresentar cortes significativos, sem sinalizar austeridade e com propostas que afetam setores produtivos, a expectativa da oposição é que o pacote naufrague no Congresso. Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) acredita que o Congresso dará uma resposta firme. “Esse pacote não passa”, resume.

No fim das contas, o recado da oposição é claro: não se pode resolver o rombo nas contas públicas com mais impostos, especialmente em um país sufocado por uma das maiores cargas tributárias do mundo. A conta da irresponsabilidade não pode mais cair no colo do contribuinte.

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