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Brasil PRESIDENTE TURISTA

Lula retorna da França e acumula mais de 100 dias fora do país

Presidente e primeira-dama têm agendas internacionais intensas; próxima parada é a cúpula do G7 no Canadá

10/06/2025 às 08h04 Atualizada em 11/06/2025 às 00h36
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva concluíram uma viagem de seis dias à França, retornando a Brasília nesta segunda-feira (9). Com este retorno, o presidente acumula 114 dias fora do Brasil desde o início de seu terceiro mandato em 2023, enquanto Janja da Silva registra 136 dias no exterior, 24 a mais que o presidente, tendo inclusive representado o governo em duas ocasiões. A intensa agenda internacional do casal reflete a busca por parcerias e investimentos, isso dito de forma oficial, justificando, segundo o próprio presidente, os custos das estadias em hotéis de luxo, como o InterContinental Paris Le Grand e o Hotel Negresco em Nice, cujas diárias podem ultrapassar os R$ 60.000 e R$ 35.700, respectivamente, embora as diárias do presidente na França tenham sido custeadas pelo governo anfitrião.

Em Paris, o presidente Lula teve um encontro bilateral com o líder francês Emmanuel Macron. Durante a conversa, Lula criticou veementemente a guerra na Faixa de Gaza, classificando-a como "genocídio premeditado" e afirmando que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estaria agindo contra os interesses de seu próprio povo. Em um momento de emoção, o presidente enfatizou a necessidade de as potências mundiais intervirem para pôr fim ao conflito. Lula também abordou a guerra na Ucrânia, classificando-a como um ato de "insanidade mental" e reiterou a posição do Brasil contra a ocupação territorial. Ele ainda pediu a Vladimir Putin que participe pessoalmente das negociações de paz e solicitou a Macron que "abra seu coração" para a finalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, prometendo não deixar a presidência do bloco sul-americano sem a conclusão das tratativas.

Questionado sobre os gastos com suas viagens internacionais, o presidente Lula afirmou não se preocupar com os custos, mas sim com os resultados trazidos ao Brasil. Claro que ele não se preocupa, o gasto não sai do bolso dele e sim do bolso do contribuinte, mas segundo Lula, empresas francesas demonstraram a intenção de investir R$ 100 bilhões no país nos próximos cinco anos. O presidente também mencionou aportes financeiros obtidos em viagens anteriores à China e ao Japão, sem detalhar os valores. Essa postura reforça a prioridade do governo em atrair investimentos e fortalecer laços comerciais, justificando a extensa agenda internacional como um meio para alcançar esses objetivos econômicos e políticos.

A próxima parada na agenda internacional do presidente será a reunião do G7, que acontecerá de 15 a 17 de junho de 2025, em Kananaskis, Alberta, no Canadá. Este evento marcará o primeiro encontro do chefe do Executivo brasileiro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula adiantou que pretende convidar Trump para a COP30, que será realizada em Belém (PA) em novembro, e, se necessário, fará um contato direto com o líder norte-americano para reforçar o convite. A participação de Lula no G7, juntamente com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa – que preside o G20 –, reforça a busca do Brasil por uma atuação mais proeminente no cenário geopolítico e econômico global, buscando fortalecer sua influência em fóruns multilaterais.

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