
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (2) a expansão da frota de submarinos de ataque com propulsão nuclear e a reestruturação das Forças Armadas britânicas para um estado permanente de “prontidão para o combate”. As medidas fazem parte de uma revisão estratégica de defesa que visa adaptar o país às exigências de um possível conflito moderno, especialmente diante da crescente tensão com a Rússia.
Durante discurso em um estaleiro naval da BAE Systems em Govan, na Escócia, Starmer afirmou que irá “acabar com o esvaziamento das forças armadas britânicas” após anos de cortes orçamentários. O plano é reverter o desgaste estrutural das forças de defesa e reposicionar o Reino Unido como potência militar ativa e moderna. A proposta também responde à pressão dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem exigido que os países europeus assumam maior responsabilidade por sua própria segurança.
A nova diretriz de defesa britânica também reflete um temor cada vez maior na Europa: a possibilidade real de um conflito de grandes proporções envolvendo a Rússia. Segundo Starmer, “o Reino Unido não pode ignorar a ameaça representada por Moscou”, e reforçou o compromisso com a segurança da OTAN e a defesa do flanco oriental europeu. Atualmente, tropas britânicas já operam em países-membros da aliança que fazem fronteira com a Rússia.
Mesmo com os desafios financeiros dos últimos anos, o Reino Unido segue como uma das maiores potências militares do continente, ao lado da França. Além do papel estratégico na OTAN, a marinha britânica mantém atuação ativa no Indo-Pacífico, consolidando a presença global do país em meio ao redesenho do cenário geopolítico mundial.
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