
Um recente ensaio clínico revelou que centenas de milhares de pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço podem prolongar o tempo sem retorno da doença graças a um medicamento de imunoterapia. Esse avanço representa o primeiro progresso relevante em 20 anos no tratamento dessa forma agressiva de câncer, segundo os pesquisadores envolvidos no estudo.
Laura Marston, de 45 anos, é um exemplo vivo dessa nova esperança. Diagnosticada há seis anos com câncer avançado de língua, ela passou por imunoterapia antes e depois da cirurgia, o que ajudou seu corpo a aprender a combater possíveis recidivas do tumor. Para Laura, que teve que reaprender a falar e comer após uma cirurgia extensa, o tratamento foi transformador: “Fazer essa imunoterapia incrível me devolveu a vida”, conta.
O estudo internacional, conduzido em mais de 350 pacientes como Laura, utilizou o medicamento pembrolizumabe. A estratégia foi administrá-lo antes da cirurgia para estimular o sistema imunológico a reconhecer o tumor, e depois para manter essa resposta ativa por até um ano. Os resultados mostraram que o tempo médio sem retorno do câncer dobrou, passando de aproximadamente 2,5 para cinco anos, e o risco de disseminação da doença caiu 10% após três anos.
Os pesquisadores destacam que essa imunoterapia pode revolucionar o tratamento para esse tipo de câncer, considerado difícil de tratar devido à alta taxa de mortalidade e ao comportamento agressivo da doença. O professor Kevin Harrington, líder do estudo no Reino Unido, reforça que a técnica “dá ao sistema imunológico a oportunidade de observar atentamente o tumor e gerar uma resposta antitumoral eficaz”. Ele ainda afirmou que o tratamento já deve ser incorporado ao NHS, o sistema público de saúde britânico.
Com cerca de 12.800 novos casos diagnosticados anualmente no Reino Unido, o câncer de cabeça e pescoço demanda soluções inovadoras. O estudo Keynote, que envolveu 192 hospitais em 24 países, representa um marco na luta contra a doença, trazendo resultados animadores para todos os pacientes que participaram, e abrindo caminho para tratamentos mais eficazes no futuro próximo.
JORNAL NACIONAL Entrevista com Flávio Bolsonaro
MULTIRÃO DA CATARATA Mutirão em Teresina amplia atendimento para pacientes com suspeita de catarata
DOAÇÃO DE SANGUE Doadores regulares poderão doar sangue após os 70 anos com novas regras
DESCENTRALIZAÇÃO Plano de Joel propõe descentralizar saúde e revisar contratos com OSSs
INDICIADO Homem é indiciado após atacar mulher com facão durante tentativa de estupro
PESQUISA BRASILEIRA Tecnologia brasileira reduz em até 99,6% o crescimento de tumores e reacende esperança no tratamento do câncer Mín. 24° Máx. 39°