
Durante a posse da nova diretoria do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí - FIEPI, Zé Filho, lançou um apelo claro e direto: o Brasil precisa urgentemente de melhorias concretas no ambiente de negócios. E mais do que isso - precisa de coragem política para enfrentar os entraves que sufocam quem produz.
Mas que tipo de melhorias Zé Filho defende?
Ele fala em mais investimentos, mais incentivos, menos burocracia, menos corrupção e um sistema econômico que realmente favoreça quem empreende, emprega e transforma matérias-primas em riqueza. São palavras que, longe de serem genéricas, tocam em pontos sensíveis da realidade industrial brasileira.
A fala de Zé Filho é um chamado à ação - especialmente em três frentes:
Incentivos fiscais reais e direcionados ao setor industrial, com políticas de crédito produtivo, isenções estratégicas e programas de modernização tecnológica;
Combate à corrupção sistêmica, que desvia recursos públicos, encarece a atividade econômica e mina a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros;
Desburocratização profunda, com revisão de licenças, tributos, obrigações acessórias e regulações que transformam o ato de empreender em um campo minado.
O ambiente de negócios brasileiro ainda é marcado por instabilidade normativa, carga tributária elevada, entraves logísticos e insegurança jurídica. Tudo isso aumenta o chamado “Custo Brasil”, conceito que sintetiza as barreiras que impedem a competitividade da produção nacional. Melhorar esse cenário não é apenas um desejo do empresariado - é uma necessidade estrutural para que o país volte a crescer com base na produção e não apenas no consumo.
Melhorias no ambiente de negócios não se limitam a facilitar a vida do empresário. Elas têm impacto direto na geração de empregos, no crescimento do PIB, na arrecadação pública e na redução da desigualdade social. Com um setor industrial mais fortalecido e competitivo, o país atrai mais investimentos, expande sua base exportadora, melhora a qualidade dos empregos e diminui a dependência de produtos importados.
Como lembrou Marcelo Medeiros, novo presidente do CIEPI:
“Sem o setor produtivo forte, não há geração de empregos, não há desenvolvimento. A indústria, sempre foi e continuará sendo, caminho para o desenvolvimento”.
Zé Filho está certo: o Brasil precisa parar de penalizar quem empreende e começar a construir uma economia que valorize a produção, o trabalho e a inovação. Em tempos de crescimento desequilibrado, onde o agronegócio avança e a indústria recua, é hora de retomar a visão de longo prazo.
Ambiente de negócios não se transforma com slogans - se transforma com reformas corajosas, combate à corrupção, eficiência pública e um Estado que trate o setor produtivo como aliado, não como adversário. O Brasil produtivo só será possível quando o país deixar de punir quem constrói e passar a incentivar quem faz.
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