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Presídio em Recife conta com suíte, freezers e banheira para detentos; confira imagens

A inspeção foi realizada pelos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, em colaboração com o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

20/08/2024 às 15h45
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (20), uma fiscalização no Complexo do Curado, situado na zona oeste do Recife, revelou celas equipadas com itens não autorizados, como banheiras, freezers e geladeiras. A inspeção foi realizada pelos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, em colaboração com o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

Durante a vistoria, foram encontrados diversos itens proibidos dentro das celas, incluindo cerâmicas nas paredes, espelhos, produtos de estética e até gel para cabelo. Essas descobertas contrastam fortemente com as condições precárias de outras áreas da unidade, onde os detentos utilizam camas de concreto.

Os responsáveis pela fiscalização destacaram que apenas algumas celas apresentavam essas melhorias e itens irregulares, o que sugere uma discrepância nas condições oferecidas aos presos. Esse cenário evidencia possíveis privilégios para alguns detentos em comparação com outros, levantando questões sobre a gestão e a equidade dentro do presídio.

Em resposta às irregularidades encontradas, o Ministério Público de Pernambuco será notificado para investigar o caso e identificar eventuais responsabilidades. As autoridades irão apurar como os itens proibidos foram introduzidos no complexo e qual foi o processo de reforma das celas.

A visita ao Complexo do Curado é parte das ações contínuas iniciadas pela Caravana de Direitos Humanos, liderada pelo ministro Silvio Almeida em 2023. Esta iniciativa busca monitorar e melhorar as condições nas instituições de detenção em todo o país.

O Complexo do Curado já enfrentou problemas significativos no passado. Em agosto de 2022, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou uma redução de 70% na população encarcerada da unidade, que na época contava com cerca de 6,5 mil presos, número que caiu para menos de 2 mil. Em abril deste ano, a então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, visitou o complexo e recebeu um relatório detalhado sobre a situação da unidade, preparado por um grupo de trabalho que incluía o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o governo estadual, o Ministério Público, o CNJ e a Defensoria Pública.

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