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Trump critica planos da Apple de fabricar iPhones na Índia

Presidente dos EUA pressiona empresa a aumentar produção em solo americano

15/05/2025 às 16h14 Atualizada em 17/05/2025 às 16h00
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os investimentos da Apple em fábricas na Índia não são bem-vindos por sua administração. Durante uma visita ao Catar, Trump afirmou ter discutido o assunto com o CEO da Apple, Tim Cook, e reforçou seu desejo de ver a produção da empresa concentrada nos Estados Unidos. “Não estamos interessados em vocês fabricarem na Índia”, disse o presidente, apesar de reconhecer o plano da Apple de investir US$ 500 bilhões no país ao longo dos próximos quatro anos.

A Apple anunciou em fevereiro um ambicioso projeto para ampliar sua presença nos EUA, com foco em fábricas e contratações. A iniciativa foi vista como uma tentativa de obter isenções das tarifas de importação impostas pelo governo americano. Em abril, Trump implementou taxas para praticamente todos os países, afetando diretamente a Apple, cuja produção está majoritariamente concentrada na China — um dos alvos mais penalizados, com alíquotas que chegaram a 145%.

Diante desse cenário, a Apple intensificou a estratégia de diversificação da produção. Reportagens indicam que a empresa pretende transferir a fabricação de iPhones vendidos nos EUA para a Índia. A medida é parte de um esforço iniciado ainda no primeiro mandato de Trump, em resposta à guerra comercial com a China, e ganhou força após a pandemia de COVID-19, que expôs a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos globais.

Apesar da pressão, a Apple considera inviável produzir iPhones em território americano. A escassez de mão de obra especializada e a ausência de fornecedores locais são obstáculos apontados pela empresa desde a gestão de Steve Jobs. Em 2011, o cofundador da Apple afirmou ao então presidente Barack Obama que seriam necessários “milhões de pessoas para apertar parafusos”. Tim Cook reiterou o argumento anos depois, ressaltando as limitações estruturais e logísticas que impedem uma produção 100% nacional.

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