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Economia O FUNDO DA GASTANÇA

Governo Lula tenta criar novo fundo “privado” com dinheiro público e amplia a farra fora do orçamento

Mesmo sob alerta do TCU e críticas da oposição, Planalto quer instituir fundo bilionário para infraestrutura climática, ampliando gastos públicos sem controle transparente

27/04/2025 às 09h53 Atualizada em 27/04/2025 às 10h00
Por: Douglas Ferreira
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O governo Lula parece insaciável com a gastança do dinheiro contribuinte - Foto: Reprodução
O governo Lula parece insaciável com a gastança do dinheiro contribuinte - Foto: Reprodução

Para governos de esquerda, especialmente os petistas, nenhum dinheiro é suficiente. Seja em Brasília ou nas capitais estaduais, a prática é sempre a mesma: criar fundos, aumentar dívidas, buscar empréstimos - tudo para gastar mais e, muitas vezes, gastar mal.

O governo Lula agora tenta dar mais um passo nesse caminho: aprovar a criação de um “fundo privado” para financiar a recuperação de infraestrutura diante de eventos climáticos extremos. Um fundo "privado" que, de privado, só tem o nome - o dinheiro, como sempre, vem do contribuinte.

A história se repete. Antes mesmo de assumir o terceiro mandato, Lula já havia aprovado a PEC da Transição, com a justificativa de manter o Bolsa Família em R$ 600. Na prática, a PEC abriu as torneiras do orçamento e jogou a meta fiscal na lata do lixo. Agora, a ideia é reforçar o gasto extraorçamentário com a criação de um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal, que receberá aportes da União de forma permanente.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já soou o alarme:

  • O modelo fere a transparência fiscal;

  • Cria um orçamento paralelo fora do controle público;

  • Aumenta o risco de desequilíbrio fiscal, com consequências graves como alta nos juros, pressão no câmbio e inflação.

A oposição denuncia a maquiagem: se o dinheiro é público, por que manter a palavra "privado"? A resposta é óbvia: para confundir a opinião pública e disfarçar a verdadeira natureza da gastança.

Mesmo com todos os alertas - do TCU, da oposição, da sociedade - o governo Lula mobiliza sua base para aprovar o projeto, como sempre faz quando o objetivo é abrir espaço para mais gastos sem amarras.

A desculpa da vez é o socorro ao Rio Grande do Sul, que sofreu com enchentes. Prometeram R$ 6,5 bilhões, mas políticos gaúchos já denunciam que pouco ou nada foi efetivamente entregue. A prática é conhecida: muito anúncio, pouco resultado, e muito mais dívida para o contribuinte pagar.

E as perguntas que ficam são óbvias, mas persistem sem resposta:

  • Por que o governo não organiza as contas públicas?

  • Por que não reduz despesas supérfluas antes de criar novos fundos?

  • Por que insiste em expandir gastos sem planejamento?

  • Quais as consequências desse novo fundo para a economia e para o bolso do cidadão?

Se o projeto passar - e ao que tudo indica, passará - será mais um capítulo da velha história brasileira: confundir o público com o privado e jogar a conta para o povo pagar.

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