
Para governos de esquerda, especialmente os petistas, nenhum dinheiro é suficiente. Seja em Brasília ou nas capitais estaduais, a prática é sempre a mesma: criar fundos, aumentar dívidas, buscar empréstimos - tudo para gastar mais e, muitas vezes, gastar mal.
O governo Lula agora tenta dar mais um passo nesse caminho: aprovar a criação de um “fundo privado” para financiar a recuperação de infraestrutura diante de eventos climáticos extremos. Um fundo "privado" que, de privado, só tem o nome - o dinheiro, como sempre, vem do contribuinte.
A história se repete. Antes mesmo de assumir o terceiro mandato, Lula já havia aprovado a PEC da Transição, com a justificativa de manter o Bolsa Família em R$ 600. Na prática, a PEC abriu as torneiras do orçamento e jogou a meta fiscal na lata do lixo. Agora, a ideia é reforçar o gasto extraorçamentário com a criação de um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal, que receberá aportes da União de forma permanente.
O Tribunal de Contas da União (TCU) já soou o alarme:
O modelo fere a transparência fiscal;
Cria um orçamento paralelo fora do controle público;
Aumenta o risco de desequilíbrio fiscal, com consequências graves como alta nos juros, pressão no câmbio e inflação.
A oposição denuncia a maquiagem: se o dinheiro é público, por que manter a palavra "privado"? A resposta é óbvia: para confundir a opinião pública e disfarçar a verdadeira natureza da gastança.
Mesmo com todos os alertas - do TCU, da oposição, da sociedade - o governo Lula mobiliza sua base para aprovar o projeto, como sempre faz quando o objetivo é abrir espaço para mais gastos sem amarras.
A desculpa da vez é o socorro ao Rio Grande do Sul, que sofreu com enchentes. Prometeram R$ 6,5 bilhões, mas políticos gaúchos já denunciam que pouco ou nada foi efetivamente entregue. A prática é conhecida: muito anúncio, pouco resultado, e muito mais dívida para o contribuinte pagar.
E as perguntas que ficam são óbvias, mas persistem sem resposta:
Por que o governo não organiza as contas públicas?
Por que não reduz despesas supérfluas antes de criar novos fundos?
Por que insiste em expandir gastos sem planejamento?
Quais as consequências desse novo fundo para a economia e para o bolso do cidadão?
Se o projeto passar - e ao que tudo indica, passará - será mais um capítulo da velha história brasileira: confundir o público com o privado e jogar a conta para o povo pagar.
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