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Leandro de Sousa: Por que o homem mais tatuado do Brasil resolveu apagar as tattoos?

Leandro começou a se tatuar aos 13 anos, movido por sua paixão pelo rock e pela vontade de se destacar. Em 2023, ele alcançou o título de "homem mais tatuado do Brasil" na Expo Tattoo Internacional de Santa Rosa, um reconhecimento que, na época, parecia ser o auge de sua identidade

16/08/2024 às 21h05 Atualizada em 16/08/2024 às 21h14
Por: Douglas Ferreira Fonte: O Globo
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Leandro abriu mão do título de homem mais tatuado do mundo e se entregrou a Jesus - Foto: Reprodução
Leandro abriu mão do título de homem mais tatuado do mundo e se entregrou a Jesus - Foto: Reprodução

Você já pensou em fazer uma tatuagem? E que tal duas? Ou até cobrir o corpo inteiro com elas? Essa foi a jornada de Leandro de Sousa, um fotógrafo brasileiro de 35 anos, que se destacou como o "homem mais tatuado do Brasil." Com 95% de seu corpo coberto por tatuagens, Leandro vivia um estilo de vida extravagante, mas agora decidiu seguir um caminho oposto, embarcando em um processo doloroso de remoção das tatuagens que antes exibia com orgulho.

Leandro começou a se tatuar aos 13 anos, movido por sua paixão pelo rock e pela vontade de se destacar. Em 2023, ele alcançou o título de "homem mais tatuado do Brasil" na Expo Tattoo Internacional de Santa Rosa, um reconhecimento que, na época, parecia ser o auge de sua identidade. No entanto, o que parecia ser uma expressão de liberdade e individualidade acabou se tornando uma prisão visual e emocional.

Em entrevista ao jornal O Globo, Leandro revelou que começou a se sentir como uma "atração de circo" e que as tatuagens, antes parte essencial de sua persona, já não combinavam mais com quem ele se tornou. A decisão de removê-las não foi apenas estética, mas também espiritual. Após uma epifania, ele se converteu ao evangelho, abandonando o consumo de drogas, bebidas e cigarros "da noite para o dia."

Sua história rapidamente viralizou nas redes sociais, especialmente após ele compartilhar vídeos documentando as dolorosas sessões de remoção a laser. “A dor é intensa, mesmo com anestesia, mas isso faz parte do preço que estou pagando pelas escolhas do passado,” desabafou Leandro, que agora busca reconstruir sua vida longe dos excessos.

Leandro, que já foi preso por estelionato e teve uma infância marcada por abusos, viveu recentemente em um albergue municipal e agora depende de vaquinhas online e trabalhos como fotógrafo de eventos para se sustentar. Sua luta atual inclui buscar a curatela de sua mãe, que sofre de demência, e tentar reunir sua família, incluindo seu filho de 10 anos.

O processo de remoção das tatuagens, especialmente as coloridas no rosto, é complicado e caro, exigindo sessões a cada três meses. Apesar disso, Leandro está determinado a continuar, confiante nos resultados e na equipe que o acompanha. Sua história é um poderoso testemunho de redenção e transformação, mostrando que, mesmo após anos de escolhas extremas, sempre há espaço para uma nova narrativa.

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