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Tecnologia CHAMADA PERIGOSA

Anatel dá prazo de 3 anos para novo sistema que identifica chamadas falsas

Nova tecnologia visa impedir fraudes como o spoofing e promete mais transparência nas ligações entre operadoras e consumidores

05/04/2025 às 08h33 Atualizada em 08/04/2025 às 07h17
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu na última quinta-feira (3) o prazo de três anos para a implementação obrigatória do novo sistema de autenticação de chamadas telefônicas no país. A proposta, que ainda passará por trâmites internos antes da publicação oficial, tem como objetivo principal aumentar a segurança nas comunicações entre linhas fixas e móveis, dificultando fraudes como o spoofing, em que golpistas falsificam números de instituições conhecidas para enganar os usuários.

O gerente de Certificação e Numeração da Anatel, Davison Gonzaga, explicou que, com o novo sistema, será mais difícil a exibição de números falsos como se fossem do Banco do Brasil, Caixa Econômica ou outras empresas confiáveis. A tecnologia já é usada com sucesso nos Estados Unidos e no Canadá. A expectativa é que, após a adoção plena, os smartphones passem a exibir nome, marca e até o motivo da ligação de forma verificada na tela do receptor.

Quadro da Anatel explica funcionamento da autenticação de chamadas - Imagem: divulgação

As operadoras de telefonia terão até três anos para adequar suas redes ao novo padrão. Algumas empresas já estão com a infraestrutura pronta, mas outras precisarão fazer ajustes técnicos. Além das operadoras, os usuários também precisarão de celulares compatíveis com a tecnologia, geralmente modelos mais recentes com sistemas atualizados, para visualizar corretamente as informações autenticadas durante as ligações.

Especialistas em segurança digital, como Marcos Ferreira, diretor da CrowdStrike na América Latina, destacam que o avanço é importante para reduzir fraudes, mas alertam que o cuidado ainda é necessário. O vishing, golpe que simula uma ligação da área de TI com instruções maliciosas, cresceu 442% entre o primeiro e o segundo semestre de 2024. Como ele não depende do spoofing, continuará sendo uma ameaça mesmo após a implementação do novo sistema.

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