
Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, tem um hobby caro: viajar. E, claro, quem paga a conta é o contribuinte brasileiro. Desta vez, a primeira-dama desembarcou no Japão quase uma semana antes de Lula, sem qualquer compromisso oficial divulgado. Nenhum evento diplomático, nenhuma justificativa minimamente plausível. Apenas silêncio do Planalto e uma estadia confortável na embaixada brasileira em Tóquio – tudo bancado pelo trabalhador.
Até este sábado (22), quando Lula embarcou, Janja não cumpriu compromissos oficiais. Sua assessoria afirmou que ela viajara para uma agenda que foi "remarcada". Remarcada para quando? Por quê? Quem custeou os dias extras no Japão? Nada foi explicado. Apenas no último dia antes da chegada de Lula, a primeira-dama participou de um encontro com mulheres brasileiras no país – algo que poderia ter sido organizado sem uma semana de antecedência.
Desde o início do governo, Janja já torrou milhões em viagens sem qualquer retorno concreto para o Brasil. Seu roteiro internacional inclui passeios bancados pelo erário, enquanto a população lida com inflação alta, desemprego e serviços públicos precários.
Desta vez, a primeira-dama ainda não se contentou com a ida antecipada ao Japão. Após acompanhar Lula no país, Janja seguirá para Paris, onde participará da Cúpula Nutrição para o Crescimento – um evento para o qual foi convidada pelo governo francês, mas que poderia muito bem ser representado por um membro do governo oficialmente eleito ou um diplomata de carreira.
A viagem de Janja virou alvo de questionamentos. A deputada Julia Zanatta (PL-SC) protocolou um requerimento na Câmara pedindo explicações ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre os pontos questionados estão:
Qual foi o custo total da viagem?
Quem arcou com as despesas?
Por que a viagem foi antecipada sem agenda oficial?
Quantos assessores acompanharam a primeira-dama?
Foram usadas aeronaves da FAB para deslocamentos?
Enquanto Janja embarca em mais uma aventura internacional, a popularidade de Lula despenca. A imagem da primeira-dama, antes promovida como "simpática" e "influente", segue o mesmo caminho de desgaste. Afinal, o brasileiro não vê retorno – apenas contas cada vez mais altas para bancar o luxo de quem deveria, no mínimo, prestar esclarecimentos.
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